Filosofia 11.º Ano – Critério da Verificabilidade

Critério da Verificabilidade:

O critério da verificabilidade: é uma teoria é científica somente se consiste em afirmações empiricamente verificáveis.

Verificação da hipótese, passo necessário para assegurar os resultados da investigação.
Mas será que isto é suficiente para garantir que determinada hipótese é de facto de uma (boa) hipótese ou teoria científica?

Problema da demarcação, qual o critério que permite demarcar o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento.

Filosofia 11.º Ano – Operações Fundamentais do Método Indutivo

Observação dos Fenómenos:
O cientista observa os factos ou fenómenos e regista-os de forma sistematizada para procurar encontrar as suas causas. A observação, que precede a teoria, é neutra, objetiva e imparcial. A observação e o registo devem ser repetidos várias vezes, com rigor e método.

Descoberta da Relação entre os Fenómenos:
Por meio da comparação e classificação dos casos observados, o investigador procura aproximar os factos para descobrir a relação entre eles. Procede, assim, à formulação de hipóteses, explicações acerca dos fenómenos e das suas relações.

Generalização da Relação:
Recorrendo ao raciocínio indutivo, o cientista generaliza a relação encontrada entre os factos semelhantes, traduzindo-a em leis que expressam as relações constantes entre esses factos. Testada por experimentação, e confirmando-se o que ela propõe, a hipótese pode passar a lei científica.

Resumo:
Experimentação é fundamental para que se possa verificar e confirmar se as relações estabelecidas são aplicáveis a fenómenos semelhantes.

Enunciados do indutivismo:
Princípio da Indução, há uma forma de, a partir da acumulação de factos singulares, inferir enunciados universais;
Princípio da Acumulação, o conhecimento científico é o resultado de factos bem estabelecidos, a que progressivamente se acrescentaram outros sem alteração daqueles;
Princípio de Confirmação, articula a plausibilidade das leis com o número de instâncias a que o fenómeno a que se refere a lei foi submetido.

Filosofia 11.º Ano – Conceção Indutivista do Método Cientifico

Conceção Indutivista do Método Cientifico

Indutivismo, perspetiva epistemológica que salienta a importância da indução para a ciência, quer ao nível das descobertas científicas, quer ao nível da justificação das teorias.

– O conhecimento científico deve fundar-se na indução e na experimentação e não na metafísica e na especulação.

– A atividade científica obedece à seguinte lógica de procedimentos:
– Observação;
– Formulação de hipóteses;
– Experimentação;
– Lei.

Filosofia 11.º Ano – Distinção entre Senso Comum e Conhecimento Científico

Distinção entre Senso Comum (Conhecimento Vulgar) e Conhecimento Científico:

Senso Comum (Conhecimento Vulgar):

– Confia nos sentidos;
– É sensitivo;
– Manifesta-se numa atitude dogmática;
– É prático;
– É imetódico e assistemático.

Resumo: Tipo de conhecimento superficial, não especializado em qualquer domínio, mas que apresenta respostas imediatas e funcionais, visando a resolução dos problemas do dia a dia.

Conhecimento Científico:

– Desconfia dos sentidos;
– É problematizador e racional;
– Manifesta-se numa atitude crítica;
– É explicativo;
 – É metódico e sistemático.

Resumo: Tipo de conhecimento aprofundado e especializado em diferentes domínios, construindo explicações dos fenómenos e tendo por base uma organização teórica e um método.

Filosofia 10.º Ano – John Rawls: Críticas de Robert Nozick e Ronald Dworkin

Principais críticas ao Principio da Diferença, de John Rawls, por Robert Nozick e Ronald Dworkin

– O principio da diferença viola a liberdade porque interfere na vida das pessoas e não permite que sejam elas a decidir o que fazer com os seus bens/riqueza;
– O principio da diferença não considera a maneira como alguns indivíduos, como os deficientes mentais ou físicos, ficaram em condições de desvantagem;
– O principio da diferença, não considera as diferentes preferências e ambições de cada indivíduo, nem o modo distinto as pessoas alcançam melhores condições de vida.

– Exemplo:
Imaginemos duas pessoas que trabalham na mesma empresa de eletrodomésticos. As suas funções são idênticas e têm, por isso, os mesmos recursos económicos. Têm ainda em comum os mesmos talentos naturais e antecedentes sociais. Uma delas é apaixonada por futebol e gasta uma parte razoável do seu rendimento nas deslocações permanentes que faz para apoiar o seu clube. Somadas as outras despesas inevitáveis de uma família, nada sobra. Por vezes, esta família tem mesmo de recorrer a apoio social do Estado. A outra resolveu estudar sistemas elétricos depois do horário normal de trabalho. Após um período de estudo, compra o equipamento necessário e resolve vender os seus serviços de eletricista das seis da tarde às nove da noite. Com muitas horas de trabalho, esforço e competência, duplica o rendimento inicial. O princípio da diferença diz que as desigualdades de rendimento são permitidas no caso de beneficiarem os menos favorecidos. Que consequência tem a sua aplicação a este caso? A consequência de fazer o apaixonado de futebol beneficiar do rendimento do eletricista esforçado.
Do mesmo modo que não devemos responsabilizar seja quem for pelas circunstâncias em que por acaso se encontra, devemos responsabilizar seja quem for pelas suas escolhas. Tal como é injusto não compensar custos não escolhidos, também é injusto compensar custos escolhidos.

Filosofia 10.º Ano – John Rawls: Igualdade de oportunidades democrática

Igualdade de oportunidades democrática:
Todos têm o direito legal de aceder a todas as posições sociais vantajosas, o direito de ver
eliminada, ou pelo menos minimizada, a influência das contingências sociais nas suas
oportunidades e o direito de ver minimizada a influência das contingências naturais nas suas
perspetivas de sucesso.
É, então, necessária uma compensação adicional. Só um princípio de redistribuição do
rendimento pelos menos favorecidos parece poder oferecê-la.

Filosofia 10.º Ano – John Rawls: O argumento intuitivo da justiça social

O argumento intuitivo da justiça social:
Este argumento apela à nossa intuição de que o destino das pessoas deve depender das suas
escolhas, e não das circunstâncias em que por acaso se encontram. Rawls sugere que é
necessário um princípio que limite o impacto das contingências naturais nas perspetivas de
sucesso de cada um.

Filosofia 10.º Ano – John Rawls: Teste Intuitivo de Justiça e Princípio Maximin

Vamos imaginar que são 3 os mundos possíveis a que podemos chegar, cada um constituído por 3 pessoas. O padrão de distribuição de bens sociais primários nesses mundos tem uma escala que vai de 1 a 10.

É muito provável que a nossa sensibilidade moral, com as suas intuições de igualdade e justiça, nos conduza ao mundo 3. É essa a resposta de Rawls. Ponderadas as alternativas, intuitivamente preferimos que o pior resultado seja o melhor possível, e não que o melhor resultado seja o melhor possível. Esta é também a solução racional para o problema da justiça social. Trata-se da solução maximin, que é assim conhecida por assegurar a maximização do mínimo. Ora, dos princípios que podemos escolher, os princípios de justiça propostos por Rawls sobressaem como aqueles que se ajustam à solução maximin.
Rawls defende que esta regra é muito diferente do que defendem, por exemplo, os utilitaristas (a teoria de Rawls opõe-se claramente ao utilitarismo). Estes defendem que devemos maximizar a felicidade geral. Ora, é possível haver mais felicidade geral numa sociedade em que há uma minoria de pessoas que vivem muito mal, para que a maior parte deles viva muito bem, do que noutra em que todos vivem moderadamente bem. Por exemplo, a quantidade de felicidade geral numa sociedade em que todos vivem bem à custa de meia dúzia de escravos pode ser maior do que numa sociedade em que não há escravos. Ora, este resultado é inaceitável para Rawls: viola os princípios da liberdade e da diferença (é inaceitável, até porque poderíamos vir a ser nós os escravos). Este resultado não se verifica quando aplicamos a regra maximin.

Filosofia 10.º Ano – John Rawls: Argumento da Posição Original

Argumento da Posição Original: Trata-se de uma situação hipotética de escolha dos princípios de uma sociedade justa, processo que para ser justo tem de ser imparcial e todas as partes nele envolvidas têm de ser tratadas como iguais. A posição original define-se pelo que não sabemos e pelo que sabemos.

– É esta a posição original em que nos encontramos. Porque estamos como que cobertos por um véu de ignorância quanto à nossa situação particular, a posição original impede-nos de usar vantagens negociais no importante contrato que vamos celebrar para fundar uma sociedade justa. Temos agora de escolher os princípios que devem governar a sociedade em que a nossa sensibilidade moral nos levaria a gostar de viver.

Filosofia 10.º Ano – John Rawls: Argumento da Posição Original e o Argumento Intuitivo da Justiça Social

A justificação dos princípios de justiça: Rawls apresenta dois argumentos – o argumento da posição original e o argumento intuitivo da justiça social.