Filosofia 11.º Ano – Exame Nacional: Descartes

Exame Nacional de Filosofia – O racionalismo de René Descarte

1 – Desde há muito notara eu que, no tocante aos costumes, é necessário às vezes seguir, como se fossem indubitáveis, opiniões que sabemos serem muito incertas […]. Mas, porque agora desejava dedicar-me apenas à procura da verdade, pensei que era forçoso que eu fizesse exatamente ao contrário e rejeitasse, como absolutamente falso, tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida […].
R. Descartes, Discurso do Método, Lisboa, Edições 70, 2000, p. 73 (adaptado)

1.1 – Descartes decide rejeitar «tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida». Partindo do texto, exponha as razões que justificam esta decisão.

2. Leia o texto.

Agora, vou considerar com mais exatidão se não encontrarei em mim outros conhecimentos de que porventura não me tenha apercebido. Estou certo de que sou uma coisa que pensa. Mas não saberei também o que se requer para que eu tenha a certeza de alguma coisa? Neste primeiro conhecimento [sou uma coisa que pensa] nada mais se encontra além de uma perceção clara e distinta daquilo que conheço; a qual seguramente não seria suficiente para me dar a certeza da verdade dessa coisa, se pudesse alguma vez revelar-se falsa uma coisa que eu compreendesse assim tão clara e distintamente. E, por consequência, parece-me que já posso estabelecer, como regra geral, que é verdadeiro tudo aquilo que compreendemos tão claramente e tão distintamente.
R. Descartes, Meditações sobre a Filosofia Primeira, Coimbra, Almedina, 1985, p.136 (adaptado)

2.1 – Reconstitua o argumento de Descartes apresentado no texto.

Tópicos de correção:

1.1:
– no que respeita às questões práticas da vida – «no tocante aos costumes» –, Descartes defende ser necessário aceitar como certo o que é duvidoso, pois a dúvida apenas conduziria à indecisão; porém, no que respeita «à procura da verdade», justifica-se rejeitar (completamente) o que ofereça a menor dúvida;
– Descartes pretende «agora» descobrir verdades que sirvam de fundamento ao edifício do conhecimento;
– para poderem fundar o conhecimento, essas verdades, ou primeiros princípios (ou fundamentos), têm de ser indubitáveis (absolutamente certas).

2.1 – Reconstituição do argumento de Descartes apresentado no texto:
– Descartes está certo de que é uma coisa que pensa;
– nesse conhecimento (sou uma coisa que pensa) há uma compreensão clara e distinta do que é afirmado;
– se o que é compreendido com clareza e distinção pudesse (alguma vez) ser falso, Descartes não estaria certo de que é uma coisa que pensa; mas isso não é possível;
– por consequência, Descartes estabelece como regra geral que tudo o que é compreendido clara e distintamente é verdadeiro.

Filosofia 10.º Ano – Exame Nacional: Valores

Questões de Escolhas Múltiplas – Exame Nacional de Filosofia – Valores

1 – Os relativistas acerca dos valores defendem que:
(A) a correção dos juízos de valor depende da cultura e, assim, o que é correto numa cultura pode não o ser noutra.
(B) todos os valores são relativos e, por isso, nenhum juízo de valor é correto ou incorreto.
(C) nenhuma cultura tem valores coincidentes com os valores de outra cultura.
(D) a correção dos juízos de valor depende inteiramente do que é aprovado nas sociedades mais evoluídas.

2 – Considere as afirmações seguintes.
1. Ocorrem acidentes de viação por excesso de velocidade.
2. É errado não reduzir os limites legais de velocidade.
É aceitável defender que,
(A) em 1, é formulado um juízo de valor que pode justificar o juízo de facto formulado em 2.
(B) em 2, é formulado um juízo de valor que explica o juízo de facto formulado em 1.
(C) em 2, é formulado um juízo de facto que explica o juízo de valor formulado em 1.
(D) em 1, é formulado um juízo de facto que pode justificar o juízo de valor formulado em 2.

3 – Identifique o par de termos que permite completar adequadamente a afirmação seguinte.
Os juízos de facto são essencialmente _______, distinguindo-se dos juízos de valor, que são essencialmente
_______.

(A) descritivos … normativos
(B) objetivos … subjetivos
(C) verdadeiros … relativos
(D) concretos … abstratos

4 – Para um relativista, a liberdade de expressão será um valor:
(A) se gozar de aprovação social.
(B) se for uma preferência informada.
(C) se tiver uma justificação objetiva.
(D) se resultar de uma escolha imparcial.

5 – O relativismo acerca dos valores pode ser criticado por
(A) ter em conta a diversidade cultural.
(B) afirmar que os valores são universais.
(C) não considerar o que é socialmente aprovado.
(D) não explicar a possibilidade de progresso moral.

Soluções:

1 – (A); 2 – (D); 3 – (A); 4 – (A); 5 – (D).

Geografia 10.º Ano – Ficha de Trabalho: Radiação solar global anual em Portugal Continental

Observe a figura relativa à variação espacial da radiação solar global anual em Portugal Continental.

1. Defina radiação global.
2. Identifique os principais contrastes na variação espacial da radiação global, em Portugal Continental.
3. Indique os principais fatores responsáveis por esses contrastes.
4. Relacione a variação espacial da radiação global no território continental com a da insolação, explicando a influência dos seus principais fatores.

Tópicos de correção:

1. Radiação solar global corresponde a toda a radiação solar que incide, de forma direta e difusa, sobre a superfície da Terra.

2. Na distribuição da radiação global no território continental é possível identificar contrastes entre:
– o norte e o sul, verificando-se um decréscimo em latitude, pois a radiação é mais elevada no sul do país, havendo uma diminuição para norte;
– o litoral e o interior (oeste e este), pois a radiação é inferior no litoral e superior no interior, isto é, aumenta do litoral para o interior;
– áreas de maior e de menor altitude, sendo as regiões de maior altitude as registam uma redução da radiação solar global.

3. Os fatores responsáveis pelos contrastes na distribuição da radiação solar global são: latitude; influência do relevo (altitude e orientação das montanhas em relação aos raios solares), influência da proximidade ou afastamento do mar (continentalidade).

4. A insolação e a radiação solar global registam uma variação espacial, que pode ser justificada por:
– latitude: a menor latitude do sul do continente faz com que o ângulo de incidência seja menor, logo a
radiação solar e a insolação serão mais elevados do que o que se verifica no norte;
– altitude: os lugares com maior altitude estão associados ao aumento da nebulosidade, o que reflete uma diminuição dos valores de insolação e de radiação solar. Assim, à medida que a altitude aumenta assiste-se a um aumento da nebulosidade e, consequentemente, uma redução da insolação e da radiação solar;
– orientação das vertentes: em Portugal, as vertentes viradas a norte são umbrias pois o ângulo de incidência dos raios solares é menor e as vertentes voltadas a sul são soalheiras uma vez que apresentam um ângulo de incidência mais elevado;
– proximidade/afastamento do mar (continentalidade): o litoral, devido à maior proximidade do mar (fonte de vapor de água) regista, ao longo do ano, uma maior nebulosidade do que o interior, sobretudo nas regiões localizadas a norte do rio Tejo. Como as nuvens absorvem e refletem parte da radiação solar incidente, as regiões próximas do mar registam uma menor insolação e uma menor intensidade da radiação solar do que as mais afastadas.

Geografia 10.º Ano – Ficha de Trabalho: A variabilidade da radiação solar

A figura que se segue mostra o movimento de translação da Terra.

1. O movimento de translação é
(A) o movimento que o sol executa à volta da Terra.
(B) o movimento que o sol executa em torno do seu eixo.
(C) o movimento que a Terra executa à volta da lua.
(D) o movimento que a Terra executa à volta do sol.

2. No hemisfério norte a quantidade de radiação solar recebida é máxima no
(A) equinócio de setembro.
(B) solstício de junho.
(C) solstício de dezembro.
(D) equinócio de março.

3. Em Portugal Continental, os valores da radiação solar global média recebida
(A) aumentam de norte para sul.
(B) diminuem de norte para sul.
(C) aumentam do interior para o litoral.
(D) aumentam de este para oeste.

4. Os processos que intervêm na quantidade de energia solar que chega à Terra são
(A) absorção, reflexão e concentração.
(B) absorção, reflexão e osmose.
(C) absorção, reflexão e difusão.
(D) absorção, reflexão e compressão.

Soluções: 1. D 2. B 3. A 4. C

Geografia 11.º Ano – Ficha de Trabalho: Áreas Urbanas

Ficha de Trabalho: Áreas Urbanas – Cidades

O grupo das dez maiores cidades manteve-se nos últimos 20 anos, período em que o número de cidades em Portugal passou de 88 para 158.
A imagem representa a população a viver em cidades e as 10 maiores cidades em Portugal.

1. Mencione a classe de dimensão das cidades que concentravam mais população em 1991 e em 2011.
2. Identifique as duas cidades que perderam mais população e as que mais habitantes ganharam entre 1991 e 2011.
3. Refira um fator demográfico e um fator económico que justifiquem o crescimento da população urbana evidenciado na figura.
4. Reflita sobre a rede urbana portuguesa tendo em conta:
– as suas principais características;
– as consequências dessas características.

Soluções:
1. As cidades com mais de 100 mil habitantes.
2. Lisboa e Porto foram as cidades que mais população perderam e Gaia e Braga as que mais habitantes ganharam entre 1991 e 2011.
3. A resposta deve referir como fatores do crescimento da população urbana os fluxos migratórios, o êxodo rural e a imigração, e ainda o maior dinamismo económico das áreas urbanas, que proporciona mais condições de emprego.
4. A resposta deve referir o desequilíbrio da rede urbana nacional, desenvolvendo, para cada um dos pontos, os seguintes aspetos, ou outros considerados relevantes:
– as diferenças na dimensão demográfica das cidades, os contrastes na sua repartição geográfica e no
nível de funções que oferecem, como principais características da rede urbana nacional.
– a fraca capacidade de inserção das economias regionais na economia nacional, a limitação das relações
de complementaridade entre os diferentes centros urbanos e, como tal, do dinamismo económico e
social, a limitação da competitividade nacional no contexto europeu e mundial, pela perda de sinergias
que uma rede urbana equilibrada proporciona.

Geografia 10.º Ano – Ficha de Trabalho: Recursos do Subsolo

Ficha de Trabalho: Recursos do Subsolo

A figura representa o consumo final de energia por setor de atividade, em Portugal.

1. A percentagem de energia consumida em 2005 foi maior
(A) no setor dos transportes, seguido do dos serviços e da indústria.
(B) no setor dos transportes, seguido do da indústria e dos serviços.
(C) no setor da indústria, seguido do dos transportes e dos serviços.
(D) no setor da indústria, seguido do dos serviços e dos transportes.

2. Entre 1995 e 2005 houve uma alteração na estrutura do consumo energético nacional por
setores. Esta afirmação é
(A) falsa, porque a posição relativa dos três setores é a mesma nos dois anos.
(B) falsa, porque cada setor consome sensivelmente a mesma percentagem que consumia.
(C) verdadeira, porque o setor da indústria passou a consumir menos e o dos serviços a consumir mais.
(D) verdadeira, porque os setores da indústria e dos serviços inverteram as suas posições relativas.

3. Em Portugal Continental o consumo de energia é maior nos distritos de
(A) Lisboa, Porto e Aveiro, com mais população e mais industrializados.
(B) Lisboa, Porto e Setúbal, com mais população e maior número de atividades económicas.
(C) Lisboa, Porto e Faro, com maior circulação de transportes e maior número de serviços.
(D) Lisboa, Setúbal e Aveiro, com mais transportes e mais industrializados.

4. Portugal encontra-se numa situação de dependência energética face ao exterior. Esta afirmação é
(A) falsa, porque a maior parte da energia consumida é produzida no País, sobretudo nas centrais hidroelétricas.
(B) falsa, porque Portugal apenas não produz os combustíveis fósseis mas é rico em fontes de energia renováveis.
(C) verdadeira, porque grande parte da energia consumida provém de fontes energéticas que Portugal importa.
(D) verdadeira, porque tem aumentado o consumo de energias renováveis, que Portugal não produz.

5. Entre os objetivos da política energética devem constar
(A) a produção de energia a partir de fontes renováveis endógenas e a racionalização dos consumos.
(B) a utilização exclusiva de energia a partir de fontes renováveis e a racionalização dos consumos.
(C) a redução do consumo de energias renováveis e a diversificação de origens dos combustíveis fósseis.
(D) a produção exclusiva de energias renováveis e a prospeção de reservas nacionais de combustíveis fósseis.

Soluções:
1. A 2. C 3. B 4. C 5. A

Geografia 11.º Ano – Ficha de Trabalho: Áreas Rurais

Ficha de Trabalho: Áreas Rurais – Agricultura

A figura representa uma área de olival.


Fonte: Vida Rural, consultado a 31 de janeiro.

1. O clima húmido do Noroeste
(A) promove a região agrária com maior área de olival.
(B) encontra no território continental português condições favoráveis ao desenvolvimento do trigo.
(C) favorece o desenvolvimento do milho.
(D) traduz uma diversidade de solos essencialmente característica do clima temperado mediterrâneo.

2. O Alentejo
(A) é a região agrária com maior área de olival.
(B) encontra no território continental português condições favoráveis ao desenvolvimento do trigo.
(C) favorece o desenvolvimento do milho.
(D) traduz uma diversidade de solos essencialmente característica do clima temperado mediterrâneo.

3.O azeite, produção mediterrânea por excelência,
(A) promove a região agrária com maior área de olival.
(B) encontra no território Continental Português condições favoráveis ao desenvolvimento.
(C) favorece o desenvolvimento do milho.
(D) traduz uma diversidade de solos essencialmente característica do clima temperado mediterrâneo.

4.A fragmentação do solo
(A) encontrada em Entre Douro e Minho e na Beira Litoral, deve-se por exemplo, às elevadas taxas
brutas de natalidade e à partilha das terras por herança.
(B) tem como objetivo o agrupamento de pequenas explorações, de forma a constituírem-se uni- dades
de maiores dimensões.
(C) favorece o desenvolvimento do milho.
(D) representa a exploração agrícola com um reduzido número de blocos.

5.O associativismo
(A) favorece o carácter tradicional da atividade agrícola.
(B) favorece a extensificação racional de um maior número de explorações agrícolas.
(C) favorece o parcelamento.
(D) favorece a reconversão e modernização da agricultura portuguesa.

Soluções: 1. C 2. A 3. A 4. A 5. D

Geografia 10.º Ano – Ficha de Trabalho: A evolução da população na 2ª metade do século XX

Ficha de Trabalho: A Evolução da População na 2ª Metade do Século XX – Taxa de Crescimento Natural, Taxa de Crescimento Migratório e Taxa de Crescimento Efetivo.

Observe atentamente o gráfico no qual estão representadas as taxas de crescimento natural, migratório e efetivo, por NUTs II, em 2011.

1. Distinga taxa de crescimento natural de taxa de crescimento efetivo.
2. Caracterize a situação de Portugal quanto aos três indicadores apresentados no gráfico.
3. Justifique o comportamento da NUT Alentejo relativamente à taxa de crescimento natural.
4. Explique o comportamento da NUT Algarve relativamente à taxa de crescimento migratório.

Soluções:
1. Taxa de crescimento natural corresponde à diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de
mortalidade numa dada área e num determinado período de tempo (normalmente um ano); taxa de
crescimento efetivo é a relação entre o crescimento efetivo e a população total.
2. Os três indicadores representados no gráfico mostram um decréscimo da população residente, na
medida em que, todos eles, apresentam valores negativos.
3. A NUT Alentejo apresenta uma taxa de crescimento natural negativa (-5,3%) o que se justifica pelo
facto de possuir uma população muito envelhecida.
4. A NUT Algarve possui uma taxa de crescimento migratório positiva o que se justifica pelo facto de ser
uma região com capacidade de atração a nível de emprego no turismo e de fixação de população
reformada oriunda dos países do norte da Europa.

Tipos de Chuva: Chuvas Orográficas ou Relevo

Chuvas Orográficas ou Relevo
– Resulta da ascensão do ar ao longo das vertentes das montanhas.
Este tipo de precipitação pode ocorrer em vertentes barlavento – estão expostas aos ventos marítimos, por isso, são muito húmidas e chuvosas.
– Exemplo: Cordilheira Central e serras do noroeste português como a serra do Gerês e da Peneda.


Legenda: Chuvas Orográficas ou Relevo
Fonte: Porto Editora