Filosofia 10.º Ano – Princípios de Justiça de John Rawls

A teoria da justiça de John Rawls

Princípios de justiça:
Princípio da liberdade igual, a sociedade deve assegurar a máxima liberdade para cada pessoa compatível com uma liberdade igual para todos os outros.
Princípio da oportunidade justa, as desigualdades económicas e sociais devem estar ligadas a postos e posições acessíveis a todos em condições de justa igualdade de oportunidades (alínea b do segundo princípio).
Princípio da diferença, a sociedade deve promover a distribuição igual da riqueza, exceto se a existência de desigualdades económicas e sociais gerar os maiores benefícios para os menos favorecidos (alínea a do segundo princípio).

O princípio da liberdade igual tem prioridade sobre os outros dois, e o princípio da oportunidade justa tem prioridade sobre o da diferença. Atingido um nível de bem-estar acima da luta pela sobrevivência, a liberdade tem prioridade absoluta sobre o bem-estar económico ou a igualdade de oportunidades, o que faz de Rawls um liberal. A liberdade está, digamos, fora da agenda política – é inegociável. A liberdade de expressão e de religião, assim como outras liberdades, são direitos que não podem ser violados por considerações económicas.

Filosofia 10.º Ano – Contrato Social John Locke

Origem do Estado: Contrato Social

John Locke defende que a origem do Estado não é natural, antes resulta de um contrato social;
– O contrato social ou acordo de vontades é a resposta às desigualdades e conflitos surgidos no estado natureza, que ameaçavam os direitos naturais dos indivíduos, a vida, a liberdade e a propriedade;
– O ser humano concede ao Estado a sua liberdade natural para em troca adquirir uma liberdade civil fundada na lei;
– A legitimidade do Estado é definida a partir deste contrato e todos os interessados se submetem a autoridade do Estado, porque todos a consentiram.

Filosofia 10.º Ano – Origem Contratual de Thomas Hobbes

Origem do Estado

– Origem Contratual de Thomas Hobbes:
– Estado de natureza:
O Estado substitui a vontade dos indivíduos e anula a sua liberdade;
– Antes da fundação do Estado, impera a lei natural do mais forte;
– Não se reconhece nem respeita nenhum direito, porque todos se consideram com direito a tudo;
– É uma situação de caos total.
– Pacto:
– Para garantir certa ordem e estabilidade, os indivíduos cedem incondicional e irrevogavelmente todos os seus direitos a uma só pessoa: o soberano.

“O Homem é um lobo do outro homem.”, Thomas Hobbes

Filosofia 10.º Ano – Estado Natureza: Aristóteles

– Origem do Estado

– Aristóteles e o Estado Natureza:
Estado é a finalidade natural do ser humano, responde à sua natureza social e política;
O ser humano tem necessidades inatas que só pode satisfazer socialmente:
Necessidade de autopreservação, fundamenta a relação entre o Senhor e o Estado. Aristóteles defende a escravatura, porque há seres humanos que nascem com poder físico e poucas capacidades intelectuais, os escravos, e outros que nascem com elevadas aptidões intelectuais, os senhores, aptos para governar;
Necessidade de reprodução, para perpetuação da espécie e entre o Senhor e o escravo para a produção de alimentos, dão origem à família, depois às aldeias e posteriormente às cidade-estado;
– O Estado tem como horizonte o bem-estar da comunidade através da:
Promoção da justiça;
Poder político deve distribuir-se pelos cidadão;
– As leis que orientam a cidade-estado não são arbitrárias e a sua autoridade é racional.

“O Homem é um animal político”, Aristóteles.

Filosofia 10.º Ano – Estado: Ética, Direito e Política

Estado: Ética, Direito e Política
– A relação entre ética, direito e política.

– O grande desafio da experiência de vivemos uns com os outros é, sem dúvida, a construção de uma sociedade organizada, estável e justa.
– A tarefa da política é tentar conciliar as exigências pessoais e individuais com as exigências da coletividade (sociedade civil), no sentido de assegurar as melhores condições (de justiça) para todos.
– O Estado é a comunidade politicamente organizada e o principal agente da política.
– É o Estado que define e garante o cumprimento das leis e normas jurídicas (que constituem o direito).
– Ética define o que é a justiça.
– Estado é o agente da política.
– Direito é o objeto da política.
– Justiça é a finalidade última da política.

– Relativamente ao problema da origem do Estado e da sua legitimidade estudamos duas teorias filosóficas:
Origem Natural do Estado, desenvolvida por Aristóteles;
Origem Contratualista do Estado, defendida por John Locke e Thomas Hobbes.

Filosofia 11.º Ano – Contraexemplo de Bertrand Russell à teoria Crença Verdadeira Justificada: o caso do relógio fiável

Russell refere um relógio muito fiável que está numa praça. Esta manhã olhas para ele para saberes que horas são. Como resultado ficas a saber que são 9:55. Tens justificação para acreditar nisso, baseado na suposição correta de que o relógio tem sido muito fiável no passado. Mas supõe que o relógio parou há exatamente 24 horas, apesar de tu não o saberes. Tens a crença verdadeira justificada de que são 9:55, mas não sabes que esta é a hora correta.

Filosofia 11.º Ano – Contraexemplos de Gettier: Caso I – Smith, Jones e as moedas no bolso

Suponha-se que Smith e Jones se tinham candidatado a um certo emprego. E suponha-se que Smith tem fortes provas a favor da seguinte proposição conjuntiva:

a) Jones é o homem que vai conseguir o emprego, e Jones tem dez moedas no bolso.

As provas que Smith tem a favor de a podem ser que o presidente da companhia lhe tenha assegurado que no fim Jones seria selecionado e que ele, Smith, tenha contado as moedas do bolso de Jones há dez minutos. A proposição a implica:

b) O homem que vai ficar com o emprego tem dez moedas no bolso.

Suponha-se que Smith vê que a implica b e que aceita b com base em a, a favor da qual ele tem fortes provas. Neste caso, Smith está claramente justificado em acreditar que b é verdadeira.

Mas imagine-se que, além disso, sem Smith o saber, é ele e não Jones que vai ficar com o emprego. Imagine-se também que, sem o saber, ele próprio tem dez moedas no bolso. A proposição b é assim verdadeira, apesar de a proposição a, a partir da qual Smith inferiu b, ser falsa.

Assim, no nosso exemplo, as seguintes proposições são verdadeiras: 1) b é verdadeira, 2) Smith acredita que b é verdadeira e 3) Smith está justificado a acreditar que b é verdadeira. Mas é igualmente claro que Smith não sabe que b é verdadeira; pois b é verdadeira em virtude das moedas que estão no bolso de Smith, ao passo que Smith não sabe quantas moedas tem no bolso e baseia a sua crença em b no facto de ter contado as moedas do bolso de Jones, que ele erradamente acreditar tratar-se do homem que irá ficar com o emprego.

Fonte: Edmund Gettier, «É a Crença Verdadeira Justificada Conhecimento?» (1963), in Analysis, vol. 23, pp. 121-123.

Economia 11.º Ano – Orçamento da União Europeia

União Europeia: Orçamento da União Europeia

Fonte: EuroParlTv, consultado a 15 de janeiro de 2018

Filosofia 11.º Ano – Exemplos: Falácia do Apelo à Misericórdia (Ad Misericordiam)

Exemplos de Falácias Informais: Falácia do Apelo à Misericórdia (Ad Misericordiam)

– O meu ato, embora horrível, merece desculpa: naquele dia eu não estava psicologicamente bem e doía-me o estômago.

– Esperamos que aceite as nossas teses. No último mês, praticamente não dormimos só para chegar a estas conclusões.