Filosofia 10.º Ano – O Que é a Estética?

– A Estética, enquanto disciplina filosófica, tem no belo, no gosto e na arte, os seus principais temas de reflexão.

– A Estética não é uma disciplina recente, apesar de esta sua designação ser tardia (século XVIII). Desde Platão, no século V a. C., que se discute acerca do belo e da arte. Ao longo da história, os seus domínios não permaneceram idênticos. Na Antiguidade Clássica e na Idade Média, os filósofos, em geral, consideravam o belo como uma ideia em si, ou uma qualidade dos objetos materiais, independente do ser humano.

– No Renascimento e, sobretudo, na Modernidade, com Kant e Hume, o gosto, a competência humana para distinguir o belo do feio, tornou-se o alvo preferencial das reflexões estéticas. A explicação da ideia de belo deu lugar à compreensão do modo como o ser humano aprecia a beleza. Não interessa tanto saber o que é belo em si, mas conhecer os processos a partir dos quais o sujeito o constrói.

– Atualmente, a Estética tem na arte o seu domínio preponderante. Os filósofos contemporâneos refletem, sobretudo, sobre a arte.
Será a noção de belo subjetiva e relativa, ou objetiva e universal? Estará a beleza nas coisas, no sujeito que a perceciona, ou na relação entre os dois? Há padrões de gosto? Qual é a relação entre arte e o belo? Toda a arte tem de ser bela? É esse o critério que define uma obra de arte?
Estes são alguns dos problemas da estética entendida como disciplina filosófica.

Filosofia 11.º Ano – Thomas Kuhn: Críticas à Conceção Kuhniana de Ciência

Críticas à conceção kuhniana de ciência:

Incomensurabilidade dos paradigmas

> O facto de os paradigmas serem incomensuráveis implica a impossibilidade de os comparar e avaliar objetivamente.
> Cada paradigma representa um modo totalmente diferente de encarar os problemas e propor soluções, não havendo hipótese de partilha, cooperação ou diálogo entre eles.
>Assim, alguns críticos acusam Kuhn de ser relativista.

– Adoção de um novo paradigma

> O critério para justificar a adoção de um novo paradigma é considerado «irracional» por alguns autores.
> A adesão a um novo paradigma ocorre por conversão (quase religiosa) de todos os cientistas – como se se tratasse de uma questão de fé – ao novo paradigma.
> Este processo traduz a ideia de que a atividade científica é irracional (o que põe em causa o valor da ciência).

Filosofia 11.º Ano – Thomas Kuhn: A Escolha de um Novo Paradigma

– Quando a comunidade científica tem de escolher entre dois paradigmas rivais, gera-se o debate.
– A atividade do cientista não se reduz à resolução de enigmas, ao recurso à lógica e à experimentação, mas está dependente da argumentação.
– Na obra A Tensão Essencial, Kuhn define os critérios a partir dos quais, regra geral, os cientistas escolhem determinadas teorias e abandonam outras.

Filosofia 11.º Ano – Thomas Kuhn: Os Paradigmas são Incomensuráveis

Os paradigmas são incomensuráveis, isto é, são incomparáveis e incompatíveis. Não podemos comparar objetivamente aquilo que cada paradigma defende, pois correspondem a formas totalmente diferentes de explicar e prever os fenómenos.

Interpretação diferente do progresso da ciência:

O progresso científico não pode ser entendido como um processo contínuo e cumulativo de teorias ou paradigmas cada vez melhores em direção a uma meta ou fim;

Se não podemos afirmar que um paradigma é melhor que o antecessor, também não podemos afirmar que, ao ocorrer uma mudança de paradigma, há uma evolução da ciência para melhor: não podemos dizer que o novo paradigma descreve melhor a realidade que o antecessor.
> A ciência não progride de forma cumulativa e contínua.
>> Recusa da ideia de que a ciência é o único meio para alcançar a verdade (cientifismo Ingénuo).
> As mudanças de paradigmas não implicam a aproximação à verdade.
>> Recusa da visão teleológica da evolução da ciência: a verdade não é a meta para a qual ela se orienta.

Filosofia 11.º Ano – Thomas Kuhn: A verdade das Teorias Científicas

A verdade das teorias científicas está sempre dependente do paradigma em que se inserem: aquilo que é verdadeiro num paradigma pode não o ser noutro.

Três conceções de espaço que suportam três geometrias diferentes: todas podem ser verdadeiras, pois funcionam em paradigmas distintos (a de Euclides é a que está subjacente à física newtoniana; a de Riemann está subjacente à física einsteiniana).

Filosofia 11.º Ano – Thomas Kuhn: A Mudança de um Paradigma

A mudança de um paradigma para outro não é cumulativa, antes corresponde a um modo qualitativamente diferente de olhar o real.
Kuhn exemplifica com as imagens da psicologia da forma (Gestalt): estas imagens ilustram a inesperada e total mutação de formas que ocorre de um paradigma para outro:

Filosofia 11.º Ano – Thomas Kuhn: Dois Momentos Fundamentais de Progresso no Interior da Ciência

Durante o período de ciência normal:
– O cientista, sem se desviar do paradigma de referência, faz um estudo cada vez mais específico e aprofundado dos fenómenos. A resolução de novos enigmas significa a possibilidade de validar novos resultados sem pôr em causa as teorias do paradigma vigente;

No período das revoluções científicas:
– Nesta altura, ocorrem novas descobertas, que obrigam a mudanças revolucionárias, porque não se ajustam ao paradigma anterior.

Filosofia 11.º Ano – Aspetos fundamentais do processo evolutivo da ciência segundo Thomas Kuhn: Esquema do Processo de Desenvolvimento da Ciência

Esquema do Processo de Desenvolvimento da Ciência, segundo Thomas Kuhn


Fonte: Novos Contextos, Porto Editora

Filosofia 11.º ano – Aspetos fundamentais do processo evolutivo da ciência segundo Thomas Kuhn: Novo Paradigma

Novo Paradigma, conjunto de crenças, regras, técnicas e valores compartilhados e aceites por uma comunidade científica e que orientam a sua atividade. Corresponde a um modo de fazer ciência, de perceber, abordar e resolver problemas, que se institui no seio dessa comunidade.

Filosofia 11.º Ano – Aspetos fundamentais do processo evolutivo da ciência segundo Thomas Kuhn: Revolução Científica

Revolução Científica, fase de mudança e aceitação de um novo paradigma pela comunidade científica.