Filosofia 11.º Ano – Ciência: Técnica e tecnologia

Conhecimento vulgar e conhecimento científico
A reflexão filosófica sobre a ciência

Ciência – Técnica e tecnologia

– Trouxe, ao longo dos tempos, inúmeras vantagens, comodidades e confortos;
– A ciência alcançou um estatuto superior ao de outras formas de conhecimento;
– A maioria das pessoas valoriza a ciência e o conhecimento científico sob a crença de que são fiáveis e seguros;
– Mas o desenvolvimento da investigação científica e da tecnologia também trouxe a debate inúmeras questões que nos obrigam a refletir sobre o valor, os riscos e os limites da própria ciência.

Filosofia 10.º Ano – A Experiência Estética Conduz-nos ao Esvaziamento da Nossa Individualidade

A experiência estética conduz-nos ao esvaziamento da nossa individualidade.

A contemplação de um objeto estético, ou a criação de uma obra de arte dissolve-nos num todo universal. Deixamos de nos sentir como indivíduos, para passarmos a fazer parte de um universo maior.

Filosofia 10.º Ano – A Experiência Estética Altera-nos a Perceção do Tempo e do Espaço

A experiência estética altera-nos a perceção do tempo e do espaço.

Quando assistimos a um filme, lemos um romance, ou ouvimos música, é como se o nosso tempo privado parasse, e o espaço fosse arrancado da circunstância que o envolve. Somos transportados para um universo pessoal temporalmente estático.

Filosofia 10.º Ano – A Experiência Estética Redimensiona o Objeto, Empresta-lhe um valor

A experiência estética redimensiona o objeto, empresta-lhe um valor.

Quando sentimos uma emoção estética, o objeto que contemplamos ganha uma dimensão extra, passa a valer. Uma escultura até ser sentida como objeto estético permanece como um pedaço de pedra com uma determinada forma. É a nossa emoção estética que lhe confere um novo sentido, uma nova dimensão, um valor.

Filosofia 10.º Ano – A Experiência Estética é Efémera.

A experiência estética é efémera.

Isto significa que dura o tempo da contemplação ou da criação. Não perdura para sempre. Durante a audição de uma determinada música, por exemplo, sentimos uma extraordinária elevação, que logo desaparece quando este objeto estético cessa a sua influência.

Filosofia 10.º Ano – A Experiência Estética é Desinteressada

A experiência estética é desinteressada.

Isto significa que não é a utilidade do objeto que nos provoca uma emoção estética. Assistir a uma ópera pode servir interesses pessoais, desde a curiosidade em conhecer o género artístico, até à vontade de impressionar socialmente os nossos pares sociais. Todavia, não é nenhum destes interesses que nos provoca uma emoção estética.

Filosofia 10.º Ano – Atitude Estética

A atitude que torna possível a experiência estética é a atitude estética, uma relação pura e desinteressada – contemplativa – com o objeto.

Filosofia 10.º Ano – Experiência Estética

A experiência estética é uma vivência que pode acontecer na relação com certos objetos – naturais e artísticos – e exige como sua condição de possibilidade uma atitude adequada.

Filosofia 10.º Ano – O Que é a Estética?

– A Estética, enquanto disciplina filosófica, tem no belo, no gosto e na arte, os seus principais temas de reflexão.

– A Estética não é uma disciplina recente, apesar de esta sua designação ser tardia (século XVIII). Desde Platão, no século V a. C., que se discute acerca do belo e da arte. Ao longo da história, os seus domínios não permaneceram idênticos. Na Antiguidade Clássica e na Idade Média, os filósofos, em geral, consideravam o belo como uma ideia em si, ou uma qualidade dos objetos materiais, independente do ser humano.

– No Renascimento e, sobretudo, na Modernidade, com Kant e Hume, o gosto, a competência humana para distinguir o belo do feio, tornou-se o alvo preferencial das reflexões estéticas. A explicação da ideia de belo deu lugar à compreensão do modo como o ser humano aprecia a beleza. Não interessa tanto saber o que é belo em si, mas conhecer os processos a partir dos quais o sujeito o constrói.

– Atualmente, a Estética tem na arte o seu domínio preponderante. Os filósofos contemporâneos refletem, sobretudo, sobre a arte.
Será a noção de belo subjetiva e relativa, ou objetiva e universal? Estará a beleza nas coisas, no sujeito que a perceciona, ou na relação entre os dois? Há padrões de gosto? Qual é a relação entre arte e o belo? Toda a arte tem de ser bela? É esse o critério que define uma obra de arte?
Estes são alguns dos problemas da estética entendida como disciplina filosófica.

Filosofia 11.º Ano – Thomas Kuhn: Críticas à Conceção Kuhniana de Ciência

Críticas à conceção kuhniana de ciência:

Incomensurabilidade dos paradigmas

> O facto de os paradigmas serem incomensuráveis implica a impossibilidade de os comparar e avaliar objetivamente.
> Cada paradigma representa um modo totalmente diferente de encarar os problemas e propor soluções, não havendo hipótese de partilha, cooperação ou diálogo entre eles.
>Assim, alguns críticos acusam Kuhn de ser relativista.

– Adoção de um novo paradigma

> O critério para justificar a adoção de um novo paradigma é considerado «irracional» por alguns autores.
> A adesão a um novo paradigma ocorre por conversão (quase religiosa) de todos os cientistas – como se se tratasse de uma questão de fé – ao novo paradigma.
> Este processo traduz a ideia de que a atividade científica é irracional (o que põe em causa o valor da ciência).