Filosofia 11.º Ano – Critério de Falsificabilidade, Karl Popper

1. Tendo em conta o critério de falsificabilidade, explique, segundo Popper, se algum dos seguintes enunciados poderá ser científico:

a) Todas as panteras são negras;
b) Os anjos são imortais;
c) As sereias existem.

2. Considere as afirmações seguintes:

a) O Sol vai nascer outra vez amanhã ou não vai nascer outra vez amanhã.
b) O Sol vai nascer outra vez amanhã.
Qual delas é, segundo Popper, científica?

3. Considere as afirmações seguintes:

a) Amanhã vai nevar.
b) Amanhã vai nevar na serra da Estrela.
c) Amanhã vai nevar na serra da Estrela depois do meio-dia.
d) Amanhã vai nevar na serra da Estrela das duas às seis da tarde.
Qual das afirmações tem maior grau de falsificabilidade? Qual delas corre mais riscos de ser refutada?

4. Indique quais dos enunciados seguintes são falsificáveis:

a) A próxima semana será propícia a relações amorosas para os homens do signo Caranguejo.
b) Por vezes os professores enganam-se.
c) Há pessoas com sorte.
d) Alguns pedaços de cobre dilatam quando são aquecidos.
e) Todos os portugueses são milionários.
f) Os planetas têm órbitas elípticas.
g) A Lua é feita de queijo.

5. Quais das seguintes afirmações são verificáveis? Quais são falsificáveis? Justifique.

a) A aura de uma pessoa não é afetada pela gravidade.
b) O corpo de Cristiano Ronaldo é afetado pela gravidade.
c) Todos os corpos terrestres são afetados pela gravidade.
d) Todos os corpos do universo são afetados pela gravidade.
e) Todos os cisnes são brancos.
f) Nem todos os cisnes são brancos.
g) Amanhã chove ou não chove.
h) Não existem gatos voadores.

Podes consultar e guardar a ficha com todas as questões e as respetivas soluções no Scribd.

Filosofia – Exercícios de Exame Nacional: PERCURSO B – Lógica proposicional

Lógica proposicional

Grupo I

1. Considere as condicionais seguintes.
1. Adília Lopes é poetisa se escreve rimas e quadras.
2. Escrever rimas e quadras é condição suficiente para Adília Lopes ser poetisa.
A proposição de que Adília Lopes escreve rimas e quadras
(A) é a consequente nas duas condicionais apresentadas.
(B) é a antecedente nas duas condicionais apresentadas.
(C) é a antecedente na condicional 1 e é a consequente na condicional 2.
(D) é a consequente na condicional 1 e é a antecedente na condicional 2.

2. Suponha que um argumento tem a forma P v Q, Q v R, logo P v R.
A tabela de verdade dessa forma argumentativa é a seguinte.
Atendendo aos valores de verdade apresentados na tabela, um argumento com essa forma seria:
(A) inválido, pois existe a possibilidade de as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.
(B) inválido, pois existe a possibilidade de tanto as premissas como a conclusão serem falsas.
(C) válido, pois existe a possibilidade de tanto as premissas como a conclusão serem verdadeiras.
(D) válido, pois não existe a possibilidade de as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.

Grupo II

1. Identifique a conclusão do argumento seguinte e a regra de inferência utilizada para chegar à conclusão.
Caronte não é um satélite natural de Plutão, pois é falso que Caronte orbite em torno de Plutão, e
orbitaria em torno de Plutão se fosse um satélite natural de Plutão.

[…]

Aqui estão apenas as três primeiras questões de exame, no Scribd podem consultar e guardar a ficha completa com todas as questões (oito no total) e as respectivas soluções

Exercícios de Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Indutivismo, Popper, Kuhn

Questões de Exame Nacional de Filosofia

Grupo I

1 – O conhecimento vulgar distingue-se do conhecimento científico porque:

(A) o primeiro usa uma linguagem rigorosa e o segundo usa uma linguagem simples, que se adapta ao imediato.
(B) o primeiro tem por base a experiência do quotidiano e o segundo tem por base a observação rigorosa dos fenómenos.
(C) o primeiro exprime os seus resultados em termos quantitativos e o segundo descreve os fenómenos qualitativamente.
(D) o primeiro tem um valor predominantemente teórico e o segundo tem um valor eminentemente prático.

2 – O conhecimento científico caracteriza-se, entre outros aspetos, por ser:

(A) metódico e subjetivo.
(B) qualitativo e assistemático.
(C) metódico e explicativo.
(D) verdadeiro e definitivo.

3 – Considere os seguintes enunciados relativos à posição de Karl Popper acerca da natureza das teorias científicas.

1. As teorias científicas são refutáveis e conjeturais.
2. A função da experiência consiste em verificar ou em confirmar as teorias científicas.
3. As teorias científicas surgem, por indução, a partir de factos e de observações simples.
4. O critério de cientificidade de uma teoria é a sua falsificabilidade.

Deve afirmar-se que

(A) 1, 2 e 3 são corretos; 4 é incorreto.
(B) 1 e 4 são corretos; 2 e 3 são incorretos.
(C) 2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos.
(D) 3 é correto; 1, 2 e 4 são incorretos.

[…]

Aqui estão apenas as três primeiras questões de exame, no Scribd podem consultar e guardar a ficha completa com todas as questões (oito no total) e as respectivas soluções.

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Karl Popper

1 – Texto A
Aquilo em que nós acreditamos (bem ou mal) não é que a teoria de Newton ou a de Einstein sejam verdadeiras, mas sim boas aproximações à verdade, […] podendo ser superadas por outras melhores.
Karl Popper, O Realismo e o Objetivo da Ciência, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1997

1.1 – Concorda com a posição de Popper relativamente ao problema da evolução da ciência?
Justifique a resposta, fundamentando a sua posição em, pelo menos, duas razões.

Respostas: Continuar a ler Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Karl Popper

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Thomas Kuhn

1. Considere o texto seguinte.
Quando os cientistas têm de escolher entre teorias rivais, dois homens completamente comprometidos com a mesma lista de critérios de escolha podem, contudo, chegar a conclusões diferentes. Talvez interpretem o critério da simplicidade de maneira diferente ou tenham convicções diferentes sobre os campos a que o critério de consistência se deva aplicar. Ou talvez concordem sobre estas matérias, mas divirjam quanto a pesos relativos a atribuir a esses e a outros critérios. No que respeita a divergências deste género, nenhum conjunto de critérios de escolha já proposto é útil. Quer dizer, há que lidar com características que variam de um cientista para outro.
T. Kuhn, A Tensão Essencial, trad. port., Lisboa, Ed. 70, 1989, p. 388 (adaptado)

1.1. Formule o problema de filosofia da ciência acerca do qual o autor toma posição.
1.2. Concorda com a tese central defendida? Justifique, relacionando a sua resposta com uma teoria estudada.

Resposta: Continuar a ler Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Thomas Kuhn

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Descartes e Hume

1. Leia o texto seguinte.

Texto A
Quando lanço um pedaço de madeira seca numa lareira, o meu espírito é imediatamente levado
a conceber que ele vai aumentar as chamas, não que as vai extinguir. Esta transição de pensamento
da causa para o efeito não procede da razão […]. E como parte inicialmente de um objeto presente
aos sentidos, ela torna a ideia ou conceção da chama mais forte e viva do que o faria qualquer
devaneio solto e flutuante da imaginação.
David Hume, «Investigação sobre o Entendimento Humano», in Tratados Filosóficos I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002

1.1. Explicite, a partir do exemplo do texto, em que se baseia a ideia da relação de causa e efeito, segundo
Hume.

1.2. Compare as posições de Hume e de Descartes relativamente à origem do conhecimento humano.
Na sua resposta deve integrar, pela ordem que entender, os seguintes conceitos:
−− razão;
−− sentidos;
−− ideias.

Respostas: Continuar a ler Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Descartes e Hume

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Persuasão, Manipulação e Uso da Retórica

1. Leia o texto seguinte.
Texto A
As provas de persuasão fornecidas pelo discurso são de três espécies: umas residem no carácter
moral do orador; outras, no modo como se dispõe o ouvinte; e outras, no próprio discurso […].
Persuade-se pelo carácter quando o discurso é proferido de tal maneira que deixa a impressão
de o orador ser digno de fé. Pois acreditamos mais e bem mais depressa em pessoas honestas,
em todas as coisas em geral, mas sobretudo nas de que não há conhecimento exato e que deixam
margem para dúvida. […]
Persuade-se pela disposição dos ouvintes, quando estes são levados a sentir emoção por meio
do discurso […].
Persuadimos, enfim, pelo discurso, quando mostramos a verdade ou o que parece verdade, a
partir do que é persuasivo em cada caso particular.
Aristóteles, Retórica, 1356a (trad. de Manuel Alexandre Júnior, Paulo Farmhouse Alberto,
Abel do Nascimento Pena), Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda,1998

1.1. Indique as três «provas de persuasão fornecidas pelo discurso» a que o texto se refere.
1.2. Diferencie os dois usos da retórica, a partir do texto.

Respostas: Continuar a ler Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Persuasão, Manipulação e Uso da Retórica

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Regras do Silogismo

1.A. Percurso A
Teste a validade do seguinte argumento, aplicando as regras do silogismo.
Nenhum kantiano é utilitarista.
Alguns filósofos são kantianos.
Logo, alguns filósofos não são utilitaristas.

Resposta: Continuar a ler Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Regras do Silogismo

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Argumentos e Falácias

2. Leia o seguinte excerto do Diálogo dos Grandes Sistemas, escrito por Galileu Galilei no século XVII, em
que as personagens Salviati e Simplício discutem a teoria aristotélica acerca do movimento.

Texto A

SALVIATI – […] Espanta-me […] que não vos apercebais que Aristóteles supõe o que precisamente
está em questão. Ora notai…
SIMPLÍCIO – Suplico-vos, Senhor Salviati, falai com mais respeito de Aristóteles. A quem
convenceríeis, aliás, de que aquele que foi o primeiro, o único, o admirável explicador da forma
silogística, da demonstração, das refutações, […] de toda a lógica, em suma, tenha podido cair num
erro tão grave como o de supor conhecido o que está em questão?
Galileu Galilei, Diálogo dos Grandes Sistemas (Primeira Jornada), Lisboa, Publicações Gradiva, 1979

1.1. Nomeie a falácia cometida por Aristóteles, segundo Salviati.
1.2. Nomeie o tipo de argumento utilizado por Simplício.

2. Leia o seguinte exemplo de uma falácia, apresentado por Carl Sagan.

Texto B

Não há nenhuma prova indiscutível de não haver OVNI a visitar a Terra; por conseguinte, os
OVNI existem – e há vida inteligente algures no universo.
Carl Sagan, Um Mundo Infestado de Demónios, Lisboa, Publicações Gradiva, 1997

Identifique a falácia presente no texto.
Justifique a resposta.

Resposta: Continuar a ler Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Argumentos e Falácias

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Rawls

1. Leia o texto seguinte.
Dadas as circunstâncias da posição original, [nomeadamente] a simetria das relações que entre todos se estabelecem, esta situação inicial coloca os sujeitos, vistos como entidades morais, isto é, como seres racionais com finalidades próprias e – parto desse princípio – capazes de um sentido de justiça, numa situação equitativa.
J. Rawls, Uma Teoria da Justiça, Lisboa, Editorial Presença, 2001, p. 34 (adaptado)

1.1. Explique, a partir do texto, por que razão Rawls considera que a posição original «coloca os sujeitos […] numa situação equitativa».
1.2. Apresente uma objeção à teoria da justiça de Rawls.

2. De acordo com a teoria da justiça proposta por John Rawls, os princípios da justiça devem ser escolhidos a coberto de um «véu de ignorância». Porquê?

Respostas: Continuar a ler Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Rawls