Exame Nacional de Filosofia e Critérios de Correção – Ano Letivo 2017/2018

Os alunos do 11º ano realizaram o Exame Nacional de Filosofia.
Podes consultar aqui o enunciado e os critérios de correção do Exame Nacional de Filosofia.

Exame Nacional Filosofia 2017-2018
Critérios de Correção

Fonte: IAVE, consultado em 22 de junho de 2018

Filosofia 11.º Ano – Aspetos fundamentais do processo evolutivo da ciência segundo Thomas Kuhn: Crise

Crise: Fase de tomada de consciência da insuficiência do paradigma vigente para explicar todos os factos ou anomalias. Vive-se um clima de insatisfação e insegurança.

Filosofia 11.º Ano – Aspetos fundamentais do processo evolutivo da ciência segundo Thomas Kuhn: Anomalias

Anomalias: enigmas persistentes, factos a que o paradigma não é capaz de responder.

Filosofia 11.º Ano – Aspetos fundamentais do processo evolutivo da ciência segundo Thomas Kuhn: Ciência Normal

Ciência Normal: Fase da atividade científica que ocorre no âmbito de um dado paradigma aceite pela comunidade científica. Consiste essencialmente na resolução de enigmas (quebra-cabeças) de acordo com a aplicação dos princípios, regras, conceitos do paradigma vigente.

Filosofia 11.º Ano – Aspetos fundamentais do processo evolutivo da ciência segundo Thomas Kuhn: Paradigma

Paradigma: é um modelo amplamente aceite e com grande poder explicativo. Coloca fim aos conflitos da fase anterior e origina a constituição de uma comunidade científica.

Filosofia 11.º Ano – Aspetos fundamentais do processo evolutivo da ciência segundo Thomas Kuhn: Pré-Ciência

Pré-Ciência, é a fase que antecede a ascensão de um determinado campo de investigação ao estatuto de ciência. É caracterizada por várias escolas em desenvolvimento e conflito nos seus pressupostos teóricos, modelos de investigação, etc.

Filosofia 11.º Ano – A Evolução da Ciência, Thomas Kuhn

Thomas Kuhn e a evolução da ciência:

– Destaca o papel que a história da ciência tem na construção da própria ciência.
– Reflete sobre o processo de produção da ciência.
– Ao contrário da tradição positivista, Kuhn não vê o cientista como um sujeito neutro ou isolado, mas sim condicionado e contextualizado.
– A construção de teorias científicas está sempre dependente de um conjunto de factos, de crenças e conhecimentos, regras, técnicas e valores compartilhados e aceites pela maioria dos cientistas.
– A produção científica depende de um paradigma científico
O paradigma funciona como um modelo de referência na descoberta e resolução de problemas, no interior da comunidade científica.

Filosofia 11.º Ano – Críticas a Karl Popper

Críticas a Popper:

O processo de refutação ou falsificação não é o procedimento mais comum entre os cientistas.
– Alguns autores defendem que a atitude falsificacionista não corresponde exatamente àquela que os cientistas demonstram na atividade científica.

Considerando a história da ciência, não parece que ela possa evoluir por um processo assente nas refutações.
– Ao nível da história da ciência encontramos episódios que parecem pôr em causa a perspetiva falsificacionista e a ideia de que a ciência progride por meio de conjeturas e refutações.

Filosofia 11.º Ano – Karl Popper: O Critério da Falsificabilidade

O Critério da Falsificabilidade:

– Uma hipótese é científica se, e só se, for falsificável;
– Uma teoria é tanto mais falsificável quanto mais conteúdo empírico ela contenha;
– Permite a Popper responder ao problema da demarcação;
– As teorias científicas são diferentes das não-científicas (ou das pseudocientíficas), na medida em que são falsificáveis.

Conclusão:
– Quanto maior for o risco de o enunciado ser refutado, maior informação ele terá;
– Inversamente, quanto menor risco de ser refutado o enunciado correr, menor conteúdo empírico ele evidenciará.

Filosofia 11.º Ano – Karl Popper: Etapas do Método Hipotético-Dedutivo (ou Conjetural)

Etapas do Método Hipotético-Dedutivo (ou Conjetural):

– Formulação da hipótese ou conjetura a partir de um facto-problema:
– O ponto de partida da investigação científica são os problemas ou factos-problemas . Um facto-problema surge, em geral, de conflitos decorrentes das nossas expectativas ou das teorias já existentes. Para o resolver, o cientista terá de propor uma explicação provisória – hipótese (ou conjetura): momento criativo da atividade científica, associado à intuição, à imaginação, ao raciocínio abdutivo (raciocínio criativo) e não à indução.

– Dedução das consequências:
– Depois de a hipótese ter sido formulada, são deduzidas as suas principais consequências. Ou seja, na prática o cientista procura prever o que pode acontecer se a sua hipótese ou conjetura for verdadeira.

– Experimentação:
– Agora será necessário descobrir se as previsões que o cientista fez estão ou não corretas: a hipótese será testada, confrontada com a experiência. Os resultados podem, então, mostrar o “sucesso” ou o fracasso da conjetura proposta.
– Se for validada pela experiência, a hipótese é considerada como credível e passará a ser reconhecida na comunidade científica – teoria corroborada.
– Se não for validada, teremos de a abandonar ou de a reformular – teoria refutada.