Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Exploração Mineira, Lítio, Agricultura, Floresta, Ilha da Madeira, Socalcos e Levadas

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Versão 1
Questões 6 – 9

6. Na Figura 5A, estão delimitadas as unidades geomorfológicas e as áreas onde existem reservas de lítio em Portugal continental. Na Figura 5B, estão listados, de forma aleatória, constrangimentos e potencialidades da exploração do lítio.

6.1. O lítio é um metal localizado ______________ e está associado a minerais ______________, como o feldspato e o quartzo.
(A) na orla mesocenozoica ocidental … metálicos
(B) na orla mesocenozoica meridional … não metálicos
(C) no maciço antigo … não metálicos
(D) no maciço antigo … metálicos

6.2. Os constrangimentos da exploração do lítio correspondem, na Figura 5B, aos números
(A) II, IV e V.
(B) III, IV e VI.
(C) I, III e VI.
(D) I, II e V.

7. O Documento A refere-se à utilização das tecnologias de precisão no sector agrícola e florestal.

7.1. As tecnologias utilizadas na agricultura de precisão, referidas no texto do Documento A, permitem alterações
(A) na morfologia agrária, porque favorecem o parcelamento da propriedade.
(B) no sistema de cultura, porque asseguram a preservação das culturas tradicionais.
(C) no sistema de cultura, porque permitem gerir com mais eficácia os fatores de produção.
(D) na morfologia agrária, porque valorizam formas de exploração por conta própria.

7.2. Os drones (veículos aéreos não tripulados) possibilitam a observação em tempo real e a gravação de imagens.

Refira, justificando, duas utilizações de drones em contextos como o ilustrado na Fotografia I do Documento A.

7.3. Um dos problemas da agricultura portuguesa que podem comprometer a prática da agricultura de precisão é
(A) a adesão da maioria dos agricultores ao associativismo agrário.
(B) o individualismo socioprofissional dos produtores agrícolas jovens.
(C) a iliteracia digital de um elevado número de produtores agrícolas.
(D) o predomínio de explorações agrícolas de grande dimensão.

7.4. A fixação de unidades agroindustriais em territórios do interior de Portugal continental de elevada debilidade socioeconómica é importante, porque
(A) reduz a necessidade de transporte dos produtos transformados.
(B) diversifica o tecido empresarial nas áreas rurais.
(C) liberaliza o mercado associado aos produtos agrícolas.
(D) encurta a distância entre a origem da matéria-prima e o mercado.

8. Em Alcácer do Sal, a produção biológica de mirtilos, de elevado valor unitário, destina-se principalmente à exportação para países do Norte da Europa, recorrendo a transporte especializado.

Selecione os dois meios de transporte mais adequados à exportação de mirtilos, considerando a garantia da qualidade do produto.
a) camião refrigerado;
b) comboio de mercadorias;
c) navio porta-contentores;
d) navio graneleiro;
e) avião de carga.

9. Leia o texto seguinte.
As paisagens agrárias da ilha da Madeira refletem a adaptação dos sistemas de cultura ao clima e ao relevo. Os socalcos permitem suster os solos agrícolas nas vertentes onde predomina o declive suave (Frase I). As levadas facilitam o transporte de água das áreas de maior altitude para as de menor altitude, aproveitando a ação da gravidade. Na vertente norte, dominam as culturas tropicais, como, por exemplo, a bananeira (Frase II).

As duas frases sublinhadas no texto (I e II) apresentam, cada uma, um erro científico.
Identifique os erros, justificando a sua resposta.

Correcção: AQUI
Fonte: Iave, consultado a 8 de setembro de 2021.

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Bacias Hidrográficas, Rios, Barragens e Painéis Fotovoltaicos

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Versão 1
Questões 4 – 5

4. Na Figura 3, estão representadas as principais bacias hidrográficas e algumas das albufeiras existentes em Portugal continental.
No mapa, para cinco bacias hidrográficas, são apresentados dois valores percentuais, um para o armazenamento do mês de agosto de 2019 e outro para a média de armazenamento dos meses de agosto no período de 1991 a 2018.
Nos gráficos, para cada albufeira considerada, são apresentadas as percentagens de armazenamento nos meses de agosto dos anos de 2015, de 2017 e de 2019.
Na figura, é ainda referida a capacidade máxima das albufeiras em hm3 (hectómetros cúbicos).

4.1. As afirmações seguintes são todas verdadeiras.
I. A albufeira de Castelo de Bode abastece a rede pública de água da cidade de Lisboa.
II. A albufeira de Alqueva dispõe de uma capacidade máxima de armazenamento superior à da albufeira de Castelo de Bode.
III. A bacia hidrográfica do rio Mondego apresenta, em agosto de 2019, uma percentagem de armazenamento superior à média dos meses de agosto no período de 1991 a 2018.
IV. A albufeira de Alqueva apresenta, em média, uma área inundada de 25 000 ha.
V. A capacidade total de armazenamento de água de todas as albufeiras existentes em Portugal a norte do rio Tejo é maior do que a capacidade total de armazenamento das albufeiras a sul do rio Tejo.

Identifique as duas afirmações que podem ser comprovadas através da análise da Figura 3.

4.2. Das albufeiras identificadas na Figura 3, as duas cujos níveis de armazenamento podem ser afetados pela ocorrência de precipitação em Espanha são
(A) a de Castelo de Bode e a de Aguieira.
(B) a de Alqueva e a de Aguieira.
(C) a de Castelo de Bode e a do Alto Lindoso.
(D) a de Alqueva e a do Alto Lindoso.

4.3. De acordo com a Figura 3, as albufeiras da bacia hidrográfica do rio Sado são as que registam as percentagens mais baixas de armazenamento de água nos meses de agosto de 2015, de 2017 e de 2019.

Dois fatores que podem justificar esses valores são
(A) o consumo industrial e a criação de gado no montado.
(B) a fraca precipitação no verão e a produção hidroelétrica.
(C) o abastecimento doméstico e a atividade náutica no espelho de água.
(D) a forte evaporação no verão e a irrigação dos campos agrícolas.

4.4. Considere a possível construção de um transvase no local assinalado na Figura 3.

Explique a razão pela qual a construção de um transvase nesse local permitiria minimizar o défice hídrico na bacia hidrográfica do rio Sado.

5. As Figuras 4A e 4B ilustram duas formas de potencializar a produção de energia elétrica, em complementaridade com a produção de energia de origem hídrica.

Na Figura 4A, está ilustrada a instalação de painéis fotovoltaicos sobre o espelho de água da albufeira do Alto Rabagão.
Na Figura 4B, no Esquema I, a água da albufeira de Alqueva flui para a albufeira de Pedrógão durante o dia, produzindo-se energia elétrica através do movimento de turbinas. No Esquema II, durante a noite, água da albufeira de Pedrógão é reenviada para a albufeira de Alqueva, recorrendo-se a bombas que são alimentadas por aerogeradores.

5.1. Numa sessão de trabalho de planeamento do território, foram apresentadas duas estratégias de complementaridade à produção de energia elétrica em barragens, como as ilustradas nas figuras:
A – a instalação de painéis fotovoltaicos flutuantes no espelho de água das albufeiras;
B – a instalação de aerogeradores na proximidade de barragens equipadas com sistema de bombagem.

Selecione uma das estratégias, A ou B. De acordo com a estratégia selecionada, apresente duas razões, explicando de que modo essa estratégia de complementaridade potencializa a produção de energia elétrica.

5.2. A construção de barragens tem impactes na dinâmica do litoral, como
(A) o avanço progressivo da linha de costa.
(B) a redução do abastecimento de sedimentos.
(C) o aumento da amplitude das marés durante o verão.
(D) a intensificação da deriva litoral, no sentido N/S.

Correcção: AQUI
Fonte: Iave, consultado a 8 de setembro de 2021.

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Deslocalização, Renovação, Reabilitação, Requalificação, Ciclovias e Áreas Verdes

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Versão 1
Questão 3

3. A presença de ruínas e terrenos vacantes (vazios) em Lisboa Oriental deve‑se, principalmente, à história da ocupação desta área da cidade. Toda a ocupação urbana da faixa ribeirinha até Braço de Prata foi propulsionada pelo surto industrial do século XIX. É dessa fase uma geração mais antiga de fábricas de que resistem ainda vestígios vários de arqueologia industrial na paisagem, em associação com restos de diversas tipologias de habitação operária.

Fonte: E. Brito-Henriques et al., Os espaços abandonados na cidade: alternativas aos modelos convencionais de recuperação da
paisagem urbana, Lisboa, IGOT, UL, 2017, pp. 10-11, in repositorio.ul.pt (consultado em novembro de 2019). (Texto adaptado)

3.1. As Figuras 2A, 2B e 2C apresentam escalas diferentes.
Selecione a opção que ordena as figuras da maior para a menor escala.
(A) 2B; 2A; 2C.
(B) 2A; 2B; 2C.
(C) 2A; 2C; 2B.
(D) 2B; 2C; 2A.

3.2. No contexto da mobilidade urbana, a construção de vias cicláveis, como a ilustrada na Figura 2D, tem constituído uma aposta do município de Lisboa.
Esta medida permite atenuar problemas urbanos como
(A) o tráfego interurbano nas horas de ponta.
(B) a intensidade de trânsito nas vias rápidas.
(C) a dificuldade de circulação de veículos pesados.
(D) o congestionamento do trânsito citadino.

3.3. A existência de espaços verdes, como os ilustrados nas Figuras 2C e 2D, é importante, porque
(A) aumenta a compactação daquela área urbana.
(B) preserva a capacidade de infiltração da água no solo.
(C) diminui a concentração de azoto na troposfera.
(D) reduz o grau de humanização das áreas urbanas.

3.4. A Tabaqueira, que inicialmente se localizava no edifício da Figura 2A, deslocou-se para fora dmunicípio de Lisboa.

Esta deslocalização pode ser explicada, principalmente,
(A) pela falta de espaço para expansão da unidade funcional.
(B) pela distância aos principais mercados consumidores.
(C) pelo afastamento das fontes de matéria-prima.
(D) pelo baixo grau de qualificação da mão de obra.

3.5. O antigo edifício da Tabaqueira, observado na Figura 2A, carece de requalificação, o que pode contribuir para dinamizar a área da cidade onde o imóvel se integra.

Duas medidas possíveis de operacionalizar a requalificação são:
A – a criação de um centro sociocultural;
B – a criação de um centro de negócios.

Selecione uma das medidas, A ou B. De acordo com a medida selecionada, apresente duas razões,
explicando de que modo justificam a escolha dessa medida.

Correcção: AQUI
Fonte: IAVE, consultado a 8 de setembro de 2021

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Esperança Média de Vida, Cidades e Áreas Metropolitanas

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Versão 1
Questões 1 – 2

1. O Instituto Nacional de Estatística (INE), nas estatísticas demográficas, considera dois indicadores para a esperança de vida (a esperança de vida à nascença e a esperança de vida aos 65 anos).
As Figuras 1A e 1B representam a variação espacial da esperança de vida à nascença e aos 65 anos, em Portugal continental, por NUTS III, no período 2014-2016.


A partir da análise da Figura 1A, associe cada letra do intervalo de idades, da coluna I, ao(s) número(s) da NUTS III, da coluna II, que lhe corresponde(m).

1.2. Da análise da Figura 1B, podemos inferir que, em Portugal continental, é expectável que um indivíduo com 65 anos consiga atingir, em média, uma idade
(A) superior a 84 anos.
(B) entre os 82 e os 84 anos.
(C) entre os 80 e os 82 anos.
(D) inferior a 80 anos.

1.3. De acordo com as Figuras 1A e 1B, é expectável que um indivíduo que nasça em 2016 viva, em média, até uma idade menos avançada do que um indivíduo que, no mesmo ano, tenha 65 anos.
Esta variação pode ser explicada, principalmente, pela
(A) adoção de hábitos alimentares mais saudáveis por parte dos jovens.
(B) inovação tecnológica na área da medicina pediátrica e geriátrica.
(C) maior exposição dos jovens e dos adultos a fatores de risco.
(D) falta de acompanhamento médico regular no período pré-natal.

1.4. Na atualidade, discute-se o prolongamento da idade da reforma associado ao aumento da esperança de vida, devido, principalmente, à necessidade de
(A) elevar o número de contribuintes ativos.
(B) assegurar a formação intergeracional de ativos.
(C) aumentar a percentagem de ativos qualificados.
(D) proporcionar o envelhecimento ativo.

2. Nas cidades das áreas metropolitanas, há um elevado número de idosos em situação de isolamento ou de abandono, para os quais há necessidade de intervenção social.
Refira duas medidas, justificando como podem dar resposta ao problema do isolamento dos idosos nas cidades das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Correcção: AQUI
Fonte: IAVE, consultado a 8 de setembro de 2021

Geografia: Disponibilidades de águas superficiais e subterrâneas

Disponibilidades de águas superficiais e subterrâneas.

Os recursos hídricos são utilizados a nível nacional para diversos fins – abastecimento doméstico, industrial, agrícola e turismo. Importa assim conhecer e acompanhar a evolução das disponibilidades hídricas, sendo este acompanhamento mais relevante nos períodos extremos.

As reservas hídricas superficiais são determinadas pela análise comparativa do armazenamento de água disponível em 62 albufeiras, localizadas nas principais bacias hidrográficas do país. Nesta análise são excluídas as albufeiras a fio-de-água, as de uso privado e com diminuta capacidade de regularização.

O índice de escassez permite relacionar as disponibilidades com as necessidades e assim aferir a procura em relação à oferta de forma a considerar se existe escassez em cada região hidrográfica.

Fonte: REA – APA, consultado a 5 de setembro de 2021.

Geografia: Alterações Climáticas – Areia do deserto do Saara cobre cidades e resorts de Espanha à Suíça

Areia do deserto do Saara cobre cidades e resorts de Espanha à Suíça.

Fenómeno meteorológico raro, conhecido como “chuva de barro”, atingiu a Europa este fim de semana, cobrindo cidades e resorts de esqui europeus com uma fina camada alaranjada, que cobre o manto branco da neve. O caso está relacionado com um forte fluxo de ar do sul que traz as temperaturas da primavera, mas também uma grande concentração de areia do deserto do Saara.

A “tempestade” de areia sentiu-se em várias cidades da Europa e em alguns resorts montanhosos, como nos Alpes ou nos Pirenéus. A capa amarela que cobre a neve é provocada pela mistura da poeira que sobe do Norte de África com a precipitação. A poeira tem origem no deserto do Saara e atravessa a Europa, passando pela Península Ibérica e por outros países do sul.

Notícia completa: AQUI
Fonte: JN, consultado a 5 de setembro de 2021.

Geografia: Alterações Climáticas – Nuvem “grande” e “densa” de poeira do Saara está a mover-se para a Europa

Nuvem “grande” e “densa” de poeira do Saara está a mover-se para a Europa.

Uma nuvem de poeira do deserto do Saara deverá sobrevoar a Europa novamente neste fim de semana, segundo o serviço europeu de observação atmosférica Copernicus, que desconhece se será visível a olho nu como no início de fevereiro.
No primeiro fim de semana de fevereiro, o céu ficou tingido de amarelo ocre, em particular no sul e no leste de França, quando uma nuvem de poeira das tempestades de areia na Argélia passou, arrastada pelos ventos do norte.
Um episódio que também levou a uma deterioração significativa da qualidade do ar nas regiões sobrevoadas.
Uma nova nuvem “grande” e “densa” de poeira saariana está a mover-se para o norte e “deve afetar partes da Europa no fim de semana e no início da próxima semana”, referiu, esta sexta-feira, o serviço Copernicus em comunicado.
O volume principal deverá concentrar-se no leste de Espanha e no norte de França, mas a nuvem pode chegar até à Noruega.
“Observamos eventos semelhantes nas últimas semanas com impactos significativos na qualidade do ar nas regiões afetadas”, considerou Mark Parrington, diretor científico do Copernicus.
“Acreditamos que será o caso também para o próximo evento, embora ainda não seja certo até que ponto a nuvem será visível a olho nu”, observou..

Notícia completa: AQUI
Fonte: JN, consultado a 5 de setembro de 2021.

Geografia: Relatório pede colaboração Portugal-Espanha na gestão de rios cada vez mais secos

Relatório pede colaboração Portugal-Espanha na gestão de rios cada vez mais secos.

A ANP/WWF aponta o aumento do uso de recursos em Portugal, como a irrigação intensiva a partir da barragem de Alqueva, e em Espanha, em Campo de Cartagena, como provas do “colapso provável da biodiversidade e a diminuição da segurança para a natureza e para as pessoas”.
O futuro adivinha-se seco na Península Ibérica, alertou esta segunda-feira a organização ambientalista ANP/WWF, com um relatório em que defende mais colaboração entre Portugal e Espanha para gerir rios e disponibilidade da água.
“De um modo geral, os modelos (climáticos) confirmam uma redução da precipitação em conjunto com um aumento consistente de temperaturas médias, resultando em maior evapotranspiração”, refere a Associação Natureza Portugal, representante nacional da organização internacional World Wide Fund for Nature (ANP/WWF).
O resultado disso, com tendência para um agravamento até 2050, será “menos água no solo, nos rios e nos aquíferos à medida que avançar o século XXI”.
Notícia completa: AQUI

Fonte: Rádio Renascença, 5 de setembro de 2021.

Geografia – Exercício de preparação para o Exame Nacional (Aprendizagens Essenciais) – Os desafios para Portugal do alargamento da União Europeia e as regiões portuguesas no contexto das políticas da União Europeia

Sugestão de preparação para o Exame Nacional de Geografia.

Ler e definir os seguintes conceitos do Tema 5 – A integração de Portugal na União Europeia: novos desafios, novas oportunidades; Subtema: Os desafios para Portugal do alargamento da União Europeia e as regiões portuguesas no contexto das políticas
da União Europeia.

Conceitos: desenvolvimento inteligente, sustentável e inclusivo, indicadores de coesão territorial, Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS).

1. Lê e comenta a seguinte afirmação.

Portugal é o terceiro país da UE com maior percentagem de trabalhadores acima dos 64 anos.

Estudo da Pordata para assinalar o Dia do Trabalhador mostra que Portugal está apenas atrás na Estónia e da Irlanda no que toca à taxa de actividade entre pessoas com 65 anos ou mais. Taxas de desemprego são inferiores à média da União Europeia, excepto nos grupos etários dos mais jovens e dos mais velhos.

No âmbito do 1.º de Maio, a Pordata, projecto da Fundação Manuel dos Santos, reuniu um conjunto de dados estatísticos sobre o mercado de trabalho, e realça que Portugal “é o terceiro país com maior taxa de actividade entre pessoas com 65 ou mais anos”, com 11,7%, a seguir à Estónia e Irlanda. Comparando com a média dos 27 países da União Europeia (UE27), onde a taxa de actividade nos maiores de 64 anos é de 5,7%, Portugal regista assim o dobro.

Os dados da Pordata indicam ainda que, em 2019, 11% da população empregada em Portugal era considerada pobre, ou seja, vivia com rendimentos inferiores ao limiar de risco de pobreza, encontrando-se o país entre os cinco (Roménia, Espanha, Luxemburgo e Itália) com maior risco de pobreza entre trabalhadores.

Portugal é também um dos seis países com menor produtividade, ou seja, que gera menos riqueza por hora de trabalho (65% da média da UE27), sendo Bulgária, Grécia e Letónia os “menos produtivos”, ao passo que Irlanda, Luxemburgo e Dinamarca encabeçam a lista dos que geram mais riqueza por hora trabalhada.

Quanto à escolaridade, quase metade dos empregadores em Portugal têm, no máximo, o ensino básico (46%), uma percentagem superior em 29 pontos percentuais à média da UE27 (17%). Por sua vez, enquanto 37% dos trabalhadores em Portugal têm, no máximo, o ensino básico, na EU27 esse valor é de 16%.

Fonte: Público, consultado a 2 de maio de 2021.

Geografia – Exercício de preparação para o Exame Nacional (Aprendizagens Essenciais) – A revolução das telecomunicações e o seu impacto nas relações interterritoriais

Sugestão de preparação para o Exame Nacional de Geografia.

Ler e definir os seguintes conceitos do Tema 4 – A população, como se movimenta e como comunica; Subtema: A revolução das telecomunicações e o seu impacto nas relações interterritoriais.

Conceitos: ciberespaço, globalização, telecomércio, teletrabalho, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), sociedade
digital, SIG, fluxos de informação, redes de comunicação.

1. Lê e comenta a seguinte afirmação.

Área Metropolitana de Lisboa contabiliza quase metade da população em teletrabalho do país

Apenas um terço da população passou a trabalhar de casa mas, entre a população empregada, foi nas regiões urbanas que mais se sentiu o impacto. O indicador está ligado à estrutura de atividade das várias regiões.

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) – a segunda área mais populosa do país, depois do Norte – foi onde mais se passou a trabalhar de casa, entre abril e dezembro de 2020, com “48% da população empregada em teletrabalho” a nível nacional.
(…) As regiões que menos aderiram ao teletrabalho foram precisamente as estruturas mais assentes nos setores primário e secundário, como é o caso das regiões autónomas da Madeira e Açores, onde apenas 7,7% e 8,3% da população empregada passou a trabalhar de casa.

De um modo geral, só a AML se apresenta acima da média nacional, que é de 15,6% da população, mas 27,9% na AML. Em segundo lugar está, precisamente, o Norte, com 12,2% da população empregada em teletrabalho, o que corresponde a 27,9% da população nacional em teletrabalho.

O teletrabalho foi também mais predominante nas zonas urbanas, segundo o INE, o que dá força à ideia de que o indicador estará diretamente relacionado com as estruturas produtivas. Assim, “18,6% da população urbana empregada encontrava-se em regime de teletrabalho” entre abril e dezembro.

Já por setores, a atividade de informação e comunicações foi a que registou uma maior migração dos postos de trabalho, com 66,9% dos empregados a passarem a trabalhar a partir de casa, seguida das atividades financeiras e de seguros, com 47,6%.

Já as atividades relacionadas com a agricultura, construção e comércio registaram os piores resultados, com valores perto do zero, 4,4% e 7,4%, respetivamente.

Fonte: Adaptado Jornal de Negócios, consultado a 2 de maio de 2021.