Preparação para o Exame Nacional de Geografia: Módulo Inicial

1. Classifique, como verdadeira ou falsa cada uma das seguintes afirmações. Corrija as afirmações
consideradas falsas mantendo-as na afirmativa.
a) A sua posição geográfica coloca o nosso país na periferia da Europa e do espaço atlântico.
b) Portugal aderiu à União Europeia em 1986, quando esta ainda era designada por CEE.
c) O último tratado da União Europeia foi assinado em 2007, em Lisboa.
d) O maior alargamento da União Europeia, com a adesão de 10 países, deu-se em 2007.
e) Em 2009, o euro era a moeda oficial em apenas 12 Estados-membros da União Europeia.
f) Em 2009, faziam parte do Espaço Schengen 25 países.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Karl Popper

1 – Texto A
Aquilo em que nós acreditamos (bem ou mal) não é que a teoria de Newton ou a de Einstein sejam verdadeiras, mas sim boas aproximações à verdade, […] podendo ser superadas por outras melhores.
Karl Popper, O Realismo e o Objetivo da Ciência, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1997

1.1 – Concorda com a posição de Popper relativamente ao problema da evolução da ciência?
Justifique a resposta, fundamentando a sua posição em, pelo menos, duas razões.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Thomas Kuhn

1. Considere o texto seguinte.
Quando os cientistas têm de escolher entre teorias rivais, dois homens completamente comprometidos com a mesma lista de critérios de escolha podem, contudo, chegar a conclusões diferentes. Talvez interpretem o critério da simplicidade de maneira diferente ou tenham convicções diferentes sobre os campos a que o critério de consistência se deva aplicar. Ou talvez concordem sobre estas matérias, mas divirjam quanto a pesos relativos a atribuir a esses e a outros critérios. No que respeita a divergências deste género, nenhum conjunto de critérios de escolha já proposto é útil. Quer dizer, há que lidar com características que variam de um cientista para outro.
T. Kuhn, A Tensão Essencial, trad. port., Lisboa, Ed. 70, 1989, p. 388 (adaptado)

1.1. Formule o problema de filosofia da ciência acerca do qual o autor toma posição.
1.2. Concorda com a tese central defendida? Justifique, relacionando a sua resposta com uma teoria estudada.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Descartes e Hume

1. Leia o texto seguinte.

Texto A
Quando lanço um pedaço de madeira seca numa lareira, o meu espírito é imediatamente levado
a conceber que ele vai aumentar as chamas, não que as vai extinguir. Esta transição de pensamento
da causa para o efeito não procede da razão […]. E como parte inicialmente de um objeto presente
aos sentidos, ela torna a ideia ou conceção da chama mais forte e viva do que o faria qualquer
devaneio solto e flutuante da imaginação.
David Hume, «Investigação sobre o Entendimento Humano», in Tratados Filosóficos I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002

1.1. Explicite, a partir do exemplo do texto, em que se baseia a ideia da relação de causa e efeito, segundo
Hume.

1.2. Compare as posições de Hume e de Descartes relativamente à origem do conhecimento humano.
Na sua resposta deve integrar, pela ordem que entender, os seguintes conceitos:
−− razão;
−− sentidos;
−− ideias.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Persuasão, Manipulação e Uso da Retórica

1. Leia o texto seguinte.
Texto A
As provas de persuasão fornecidas pelo discurso são de três espécies: umas residem no carácter
moral do orador; outras, no modo como se dispõe o ouvinte; e outras, no próprio discurso […].
Persuade-se pelo carácter quando o discurso é proferido de tal maneira que deixa a impressão
de o orador ser digno de fé. Pois acreditamos mais e bem mais depressa em pessoas honestas,
em todas as coisas em geral, mas sobretudo nas de que não há conhecimento exato e que deixam
margem para dúvida. […]
Persuade-se pela disposição dos ouvintes, quando estes são levados a sentir emoção por meio
do discurso […].
Persuadimos, enfim, pelo discurso, quando mostramos a verdade ou o que parece verdade, a
partir do que é persuasivo em cada caso particular.
Aristóteles, Retórica, 1356a (trad. de Manuel Alexandre Júnior, Paulo Farmhouse Alberto,
Abel do Nascimento Pena), Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda,1998

1.1. Indique as três «provas de persuasão fornecidas pelo discurso» a que o texto se refere.
1.2. Diferencie os dois usos da retórica, a partir do texto.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Regras do Silogismo

1.A. Percurso A
Teste a validade do seguinte argumento, aplicando as regras do silogismo.
Nenhum kantiano é utilitarista.
Alguns filósofos são kantianos.
Logo, alguns filósofos não são utilitaristas.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Argumentos e Falácias

2. Leia o seguinte excerto do Diálogo dos Grandes Sistemas, escrito por Galileu Galilei no século XVII, em
que as personagens Salviati e Simplício discutem a teoria aristotélica acerca do movimento.

Texto A

SALVIATI – […] Espanta-me […] que não vos apercebais que Aristóteles supõe o que precisamente
está em questão. Ora notai…
SIMPLÍCIO – Suplico-vos, Senhor Salviati, falai com mais respeito de Aristóteles. A quem
convenceríeis, aliás, de que aquele que foi o primeiro, o único, o admirável explicador da forma
silogística, da demonstração, das refutações, […] de toda a lógica, em suma, tenha podido cair num
erro tão grave como o de supor conhecido o que está em questão?
Galileu Galilei, Diálogo dos Grandes Sistemas (Primeira Jornada), Lisboa, Publicações Gradiva, 1979

1.1. Nomeie a falácia cometida por Aristóteles, segundo Salviati.
1.2. Nomeie o tipo de argumento utilizado por Simplício.

2. Leia o seguinte exemplo de uma falácia, apresentado por Carl Sagan.

Texto B

Não há nenhuma prova indiscutível de não haver OVNI a visitar a Terra; por conseguinte, os
OVNI existem – e há vida inteligente algures no universo.
Carl Sagan, Um Mundo Infestado de Demónios, Lisboa, Publicações Gradiva, 1997

Identifique a falácia presente no texto.
Justifique a resposta.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Rawls

1. Leia o texto seguinte.
Dadas as circunstâncias da posição original, [nomeadamente] a simetria das relações que entre todos se estabelecem, esta situação inicial coloca os sujeitos, vistos como entidades morais, isto é, como seres racionais com finalidades próprias e – parto desse princípio – capazes de um sentido de justiça, numa situação equitativa.
J. Rawls, Uma Teoria da Justiça, Lisboa, Editorial Presença, 2001, p. 34 (adaptado)

1.1. Explique, a partir do texto, por que razão Rawls considera que a posição original «coloca os sujeitos […] numa situação equitativa».
1.2. Apresente uma objeção à teoria da justiça de Rawls.

2. De acordo com a teoria da justiça proposta por John Rawls, os princípios da justiça devem ser escolhidos a coberto de um «véu de ignorância». Porquê?

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Immanuel Kant e John Stuart Mill

1. Leia os textos A e B.

Texto A
Conseguimos portanto mostrar, pelo menos, que, se o dever é um conceito que deve ter um significado e conter uma verdadeira legislação para as nossas acções, esta legislação só se pode exprimir em imperativos categóricos, mas de forma alguma em imperativos hipotéticos.
Immanuel Kant, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Coimbra, Atlântida, 1960, pp. 61 – 62

Texto B
O objecto da ética é dizer-nos quais são os nossos deveres, ou por que meios podemos conhecê‑los; mas nenhum sistema de ética exige que o único motivo de tudo o que façamos seja um sentimento de dever. […] O motivo nada tem a ver com a moralidade da acção, embora tenha muito a ver com o valor do agente. Quem salva um semelhante de se afogar faz o que está moralmente correcto, quer o seu motivo seja o dever, ou a esperança de ser pago pelo seu incómodo.
John Stuart Mill, Utilitarismo, Lisboa, Gradiva, 2005, p. 65

1.1. Distinga imperativo categórico de imperativo hipotético, considerando o Texto A.
1.2. Interprete o exemplo dado no Texto B segundo a perspectiva ética do autor.

2. Compare a ética de Kant com a ética de Stuart Mill.
Na sua resposta deve abordar, pela ordem que entender, os seguintes aspectos:
• o princípio ético da autonomia da vontade em Kant e o princípio ético da maior felicidade em Stuart Mill;
• o critério de moralidade em Kant e em Stuart Mill.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Os Valores

1. Leia o seguinte texto.

Enquanto acto de autoprotecção […], podemos fazer o que for necessário para nos defendermos, mesmo que isso implique a morte do atacante […]. O efeito bom é a preservação da nossa vida, sendo o efeito mau a perda da vida do atacante.
David S. Oderberg, Ética Aplicada, Lisboa, Principia, 2009, p. 233

1.1. Relacione a noção de preferência valorativa com a situação descrita no Texto D.

1.2. Dê um exemplo de outra situação de conflito de valores.

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