Notícias: Ecocídio, o novo crime da Era Global

O que é o Ecocídio?

– Destruição metódica de um ecossistema ou de uma comunidade vegetal ou animal. (Fonte: Priberam)

– Consiste na extensa danificação, destruição ou perda de ecossistemas de um determinado território, devido à ação humana ou a outras causas, a tal ponto que o usufruto desse território por parte dos habitantes locais tenha sido ou venha a ser severamente diminuído.” (Fonte: Visão)

– 10 exemplos de Ecocídio:

AREIAS BETUMINOSAS DE ALBERTA, CANADÁ: a 3.ª maior reserva de areias betuminosas do mundo produz 1,9 milhões de barris de petróleo/dia. É o maior projeto de produção de energia na Terra e o mais destrutivo. A expandir-se ao ritmo atual destruirá uma área de floresta boreal e de turfeiras equivalente ao tamanho de Inglaterra.

FRATURAÇÃO HIDRÁULICA: processo usado na extração de gás de xisto, em voga nos Estados Unidos da América. É uma mistura de água, areias e dezenas de produtos químicos, alguns cancerígenos, inserida nos furos que rebentam a rocha, de modo a libertar o gás e a enviá-lo para a superfície. Contamina poços de água e lençóis freáticos.

MORTE DE ABELHAS: a aplicação de um tipo de pesticidas, os neonicotinóides, produzidos pelas multinacionais Bayer e Syngenta, está a levar à morte de milhões de abelhas, todos os anos. Síndroma do Colapso das Colónias é o nome da doença que leva estes insetos a abandonarem as colmeias, as larvas e a comida.

FUKUSHIMA: a 11 de Março de 2011, um terramoto seguido de tsunami causou graves danos na Central Nuclear de Fukushima I, levando a várias explosões e à dispersão de poeiras radioativas. Mais de 160 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas. Irregularidades nos procedimentos de segurança seriam reveladas nas investigações.

ALUMÍNIO NA HUNGRIA: um reservatório de resíduos industriais da fábrica de alumínio de Ajka, na Hungria, rebentou, em outubro de 2010. Uma torrente vermelha de um milhão de metros cúbicos de lama tóxica atingiu sete cidades. Dez pessoas morreram, mais de 150 ficaram feridas.

DESFLORESTAÇÃO NA AMAZÓNIA: é o mais importante e complexo ecossistema do Planeta, mas sua destruição não tem parado. A indústria madeireira, os projetos mineiros e agropecuários são os grandes responsáveis pela desflorestação da selva que, de agosto de 2012 a abril de 2013, totalizou mais 1.570 quilómetros quadrados, segundo as autoridades brasileiras.

DEEPWATER HORIZON – A plataforma petrolífera explorada pela BP, ao largo do Golfo do México, dedicava-se à perfuração em águas profundas. A estrutura explodiu a 20 de abril de 2010, afundando-se dois dias depois. Morreram onze trabalhadores e foram derramados, no mar, mais de quatro milhões de barris de crude.

ILHA DE LIXO DO PACÍFICO: estima-se que tenha o tamanho do estado do Texas, nos Estados unidos da América. Tem cerca de 100 milhões de toneladas de resíduos, na sua maioria plásticos, originários de descargas de navios, de plataformas petrolíferas e do lixo que todos os dias produzimos e acaba nos oceanos.

LAGO DE CHADE: 30 milhões de habitantes dos Camarões, Chade, Níger e Nigéria são afetados pela redução, em 90% da sua área, desde 1960, provocada pela sobre-exploração. Já foi o 4.º maior lago de água doce em África, com 26 mil km2, mas tinha pouco mais de 1500 km2, em 2001. As Nações Unidas estimavam, em 2009, que o lago poderia desaparecer até 2030.

BARRAGEM DAS TRÊS GARGANTAS: o maior projeto hidroelétrico do mundo, no rio Yangtzé, China, têm tido consequências devastadoras para pessoas e ecossistemas naturais. Perto de 1,5 milhões de habitantes foram deslocadas e tiveram que abandonar as suas casas. A área alagada é de 1 045 quilómetros quadrados.(

Notícia completa: Visão: Sabe o que é um ecocídio?

AMAZÓNIA 2019

A Amazónia é fulcral para a ordem ambiental mundial. Este vastíssimo ecossistema, que representa 10% da biomassa do planeta, influencia o equilíbrio de todo o globo e ajuda a estabilizar o clima mundial. A humidade que dali provém e os rios da região alimentam regiões que geram 70% do PIB da América do Sul.

O rio Amazonas é responsável por quase um quinto das águas doces levadas aos oceanos. É por isso que o que se passa ali diz respeito a todos. Ao contrário do que defende Jair Bolsonaro, o mesmo que diz que a região “é uma virgem que todo o tarado quer”, a Amazónia pertence ao mundo, não apenas ao Brasil nem aos outros países por onde ela se estende: Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana,
Suriname e Guiana Francesa. E, desde o princípio do ano, mais de 4 700 km2 da floresta foram destruídos. Só em julho, mineradores e agricultores, operando de forma ilegal e impune, com cobertura do Governo, destruíram o equivalente a três campos de futebol por minuto. Imagens de satélite também mostram um avanço de garimpos ilegais, principalmente em territórios indígenas, não visto desde os anos de 1980. O ponto de não retorno, entre os 20% e os 25% de desflorestação, acima do qual a floresta já não consegue regenerar-se, pode estar assustadoramente perto. Ecocídio? Restam poucas dúvidas.

Notícia completa: Visão: Ecocídio, o novo crime da Era Global

Nota: Todas as fontes foram consultadas a 6 de setembro de 2019.

Notícias: “Salvem o planeta como salvaram a Notre-Dame”, pediu Greta Thunberg.

Greta Thunberg começa a ser uma cara cada vez mais conhecida no Parlamento Europeu. Na participação que fez esta terça-feira, 16 de abril, voltou a apresentar-se como tem feito nas últimas semanas: “O meu nome é Greta Thunberg, venho da Suécia e quero que entrem em pânico”. Desta vez a mensagem que quis passar foi: é preciso tanta urgência na vontade de salvar o ambiente como aquela demonstrada depois da que foi mostrada no incêndio na catedral de Notre-Dame, em Paris, esta segunda-feira.

“Ontem [segunda-feira], o mundo inteiro assistiu com tristeza e desespero ao fogo que assolou a Notre-Dame, em Paris. Mas a Notre-Dame vai ser reconstruída”, disse a jovem que incitou milhões de estudantes a tornarem-se mais civicamente ativos contra as alterações climáticas, em Estrasburgo.

Artigo completo: “Salvem o planeta como salvaram a Notre-Dame”

Fonte: Sábado, consultado a 22 de abril de 2019.

Notícias: DIA DA TERRA 2019: Quantos mais Dias da Terra serão precisos?

Em 1969, após a assistir a um derrame de petróleo em Santa Bárbara, no estado da Califórnia, o senador americano Gaylord Nelson começou a arquitectar a ideia ambiciosa de colocar as questões climáticas na agenda política nacional. A tarefa não seria fácil: canalizavam-se quantidades monstruosas de dinheiro para a exploração de combustíveis fósseis; as indústrias altamente prejudiciais triunfavam num crescimento mundial desenfreado; o cheiro a smog e a poluentes tóxicos nas vilas e cidades era apenas sinal de prosperidade e desenvolvimento económico. Tomar os impactos ambientais em conta nas decisões políticas era ainda extremamente rudimentar. O céu era o limite para o crescimento económico.

Um ano depois, escolheu-se o dia 22 de Abril de 1970 para se comemorar o primeiro Dia da Terra. Uma data que ficaria para a história da América e do mundo contemporâneo: foi a primeira vez que se reconheceu a necessidade de se assinalar um dia específico no calendário para celebrar a Terra e alertar para a destruição ambiental. Nelson, em conjunto com o congressista republicano Pete McCloskey e uma equipa de 85 funcionários, coordenaram e organizaram acções, demonstrações e protestos por todo o país. Vinte milhões de americanos saíram à rua nesse dia, alertando para a urgência de tomar medidas contra a iminente crise climática que se aproximava, e focando-se sobretudo nas questões de saúde pública, como água limpa e ar respirável para todos.

Artigo completo: Quantos mais Dias da Terra serão precisos?

Fonte: Público, consultado a 22 de abril de 2019.

Notícias: Dia da Terra. Planeta perdeu 40% dos animais desde 1970

O dia é da Terra, mas são os humanos que estão sob foco, desde o desaparecimento de animais ao desgaste de recursos do planeta. Estima-se que o homem tenha impactado 83% da superfície terrestre.

Celebra-se esta segunda-feira, 22 de abril, o Dia Internacional da Terra. Mas apesar de o dia ser do planeta, as estrelas somos nós, os humanos. Segundo dados publicados pela associação ambientalista Zero a propósito do efeméride festiva, a situação ambiental no nosso planeta tem-se alterado de forma alarmante desde 1970, ano em que o Dia da Terra começou a ser celebrado: segundo a associação, por exemplo, 40% dos animais do nosso planeta desapareceram desde aquele ano.

De acordo com a Zero, a Terra enfrenta “a maior taxa de extinção desde que perdemos os dinossauros há mais de 60 milhões de anos”. O motivo? Os humanos e as suas atividades. “Alterações climáticas, desmatamento, perda de habitat, tráfico e caça furtiva, agricultura insustentável, poluição e uso de pesticidas”, são algumas das causas humanas para a diminuição da biodiversidade dadas pela associação, que faz o apelo para que o Dia da Terra deste ano seja celebrado a pensar na proteção das espécies.

Artigo completo: Planeta perdeu 40% dos animais desde 1970.

Fonte: Observador, consultado no dia 22 de abril de 2019