Geografia 10.º Ano – Comunidades Intermunicipais e Áreas Metropolitanas

Comunidades Intermunicipais (CIM) e áreas metropolitanas:
-Desempenham um papel importante no planeamento e promoção do desenvolvimento regional;
-Cabe-lhes a articulação dos investimentos de interesse intermunicipal e a gestão dos fundos comunitários para esse fim.

Legenda:
1 – CIM do Alto Minho
2 – CIM do Cávado
3 – CIM do Ave
4 – Área Metropolitana do Porto
6 – CIM do Tâmega e Sousa
7 – CIM do Douro
8 – CIM da Região de Aveiro – Baixo Vouga
9 – CIM da Região Dão-Lafões
10 – CIM da Serra da Estrela
11 – CIM Comurbeiras
12 – CIM do Baixo Mondego
13 – CIM do Pinhal Interior Norte
14 – CIM do Pinhal Interior Sul
15 – CIM da Beira Interior Sul
16 – CIM do Pinhal Litoral
17 – CIM Médio Tejo
18 – CIM do Oeste
19 – CIM da Lezíria do Tejo
20 – CIM do Alto Alentejo
21 – Área Metropolitana de Lisboa
22 – CIM do Alentejo Central
23 – CIM do Alentejo Litoral
24 – CIM do Baixo Alentejo
25 – CIM do Algarve

Geografia 10.º Ano – Dados das NUTS I, NUTS II e NUTS III

População Residente, em 2011, por NUTS III

Geografia 10.º Ano – NUTS III

NUTS III:
– Alto Minho, Cávado, Ave, Área Metropolitana do Porto, Alto Tâmega, Tâmega e Sousa, Douro, Terras de Trás-os-Montes;
– Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Oeste, Médio Tejo;
– Área Metropolitana de Lisboa;
– Lezíria do Tejo, Alentejo Litoral, Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo;
– Algarve;
– Região Autónoma da Madeira;
– Região Autónoma dos Açores.


Legenda: NUTS III

Geografia 10.º Ano – As Novas NUTS III

– Em 2013 foi concluído o último processo regular de alteração das NUTS europeias que estabelece os limites territoriais de referência para as NUTS, a partir de 1 de janeiro de 2015.

No caso de Portugal, na sequência da aprovação da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro (que aprovou o estatuto da entidades intermunicipais), o Estado Português solicitou à Comissão Europeia um processo de revisão extraordinária da NUTS portuguesas, evocando uma reorganização da estrutura administrativa portuguesa.


Legenda: NUTS III (anteiror a 2015 e composto por trinta sub-regiões) e NUTS III (em vigor desde 2015 e composto por vinte e cinco sub-regiões.)

Geografia 10.º Ano – NUTS II – Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira

As NUT em vigor até janeiro de 2015

NUTS II é formada por sete sub-regiões:

– Cinco sub-regiões em Portugal Continental
· Norte;
· Centro;
· Lisboa;
· Alentejo;
· Algarve.

– Duas sub-regiões localizadas nas Regiões Autónomas
· Açores;
· Madeira.


Legenda: NUTS II – Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.

Geografia 10.º Ano – NUTS I – Portugal Continental, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira

As NUT em vigor até janeiro de 2015

NUTS I é formada por três sub-regiões:
– Portugal Continental;
– Região Autónoma dos Açores;
– Região Autónoma da Madeira.


Legenda: NUTS I

Geografia 10.º Ano – Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins Estatísticos – NUTS

A Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins Estatísticos – NUTS, foi criada pelo EUROSTAT com o INE dos diferentes países da Europa, para efeitos de análise estatística de dados, com base numa divisão coerente e estruturada do território económico comunitário. A publicação do Regulamento (CE) n.º 1059/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, em 26 de maio, deu enquadramento jurídico a esta nomenclatura.

A partir de janeiro de 2015, o INE vai passar a divulgar os seus indicadores referenciados a uma nova NUTS 3.

Divisão Europeia:
– Introduzida em Portugal após a adesão à União Europeia;
– Utilizada como suporte territorial para a aplicação regional dos fundos comunitários;
– A designação utilizada é de âmbito europeu – Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS);
– As NUTS constituem o instrumento comunitário para recolha, tratamento e divulgação de estatísticas, numa base territorial razoavelmente comum aos Estados-membros, e compreendem diferentes níveis de agregação:
• nível I, correspondente ao nacional – NUTS I;
• nível II, equivalente ao regional – NUTS II;
• nível III, respeitante ao sub-regional – NUTS III.
– Em cada NUTS II, existe uma Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional(CCDR) com sede numa das principais cidades da região.

Geografia 11.º Ano – As Características da Rede Urbana

– A rede urbana e as novas relações cidade-campo
• As características da rede urbana

As aglomerações urbanas no território:
• O crescimento urbano, que teve início nos anos 80 do século XX, não para de aumentar a um ritmo significativo.
• Os centros urbanos que se encontram no litoral e, de forma particular nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, continuam a atrair população, oferecendo melhores condições de vida.
• As áreas rurais do interior a perder dinamismo devido ao envelhecimento populacional, despovoamento e pouca capacidade de fixação de população.

A hierarquia dos lugares na rede:
Área de influência ou Hinterland, área que envolve a cidade e se encontra sob sua dependência direta.
Lugar central, qualquer aglomerado onde se exerça pelo menos uma função central.
Função central, qualquer atividade económica, social, e cultural que assegure o fornecimento de bens centrais.
Bem central, são bens que podemos adquirir em lugares centrais.
Bens vulgares, de utilização frequente, que se podem adquirir em qualquer lugar central.
Bens raros, de utilização menos frequente e só possíveis encontrar em lugares centrais de nível hierárquico mais elevado.
A área de influência de cada lugar central é determinada pelo alcance da função central mais rara.
Alcance ou Raio de eficiência de um bem central, a distância máxima que as populações servidas estão dispostas a percorrer para adquirir um bem ou serviço, em função do tempo e do custo de deslocação.
Os lugares centrais estão hierarquizados de acordo com a sua centralidade.
Os centros urbanos hierarquizam-se por níveis ou ordens, tendo como base os bens e os serviços que fornecem.
Os centros urbanos de ordem inferior apresentam menor centralidade.
Os centros urbanos de ordem superior apresentam maior centralidade.
Rede ou Sistema Urbano, conjunto de aglomerações e respetivas áreas envolventes ligadas entre si e a um centro urbano principal por relações hierárquicas.
• Os vários sistemas urbanos integram-se em redes regionais, redes nacionais e redes internacionais.
• A hierarquia dos centros urbanos pode ser feita com base na dimensão demográfica.
• A rede urbana portuguesa apresenta-se desequilibrada e de padrão macrocéfalo ou bimacrocéfalo, com duas grandes cidades, Lisboa e Porto, a dominarem um elevado número de cidades de pequena dimensão.
• A rede urbana portuguesa apresenta outro desequilíbrio, a litoralização (concentração de população junto ao litoral) e a bipolarização (concentração de população junto das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto).
• Economia de escala, diminuição do custo médio unitário com o aumento do volume de produção, até um limite máximo.
• Economia de aglomeração, vantagens que decorrem da localização das empresas ou da população em aglomerações.
• Deseconomia de aglomeração, aumento dos custos de produção para as empresas e peçla diminuição da qualidade de vida para a população, devido à excessiva concentração demográfica e de atividades económicas nos aglomerados.

Geografia 11.º Ano – Área Metropolitana de Lisboa

Área Metropolitana de Lisboa

– Concelhos integrantes da Área Metropolitana de Lisboa: Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra, Vila Franca de Xira.
– Superfície: 2 921,90 Km²
– População 2 821 697
– Densidade populacional: 966 Hab./Km²
aera metropolitana lisboa

A Área Metropolitana de Lisboa regista a maior concentração populacional e económica de Portugal. Nos seus dezoito concelhos, que constituem 3,3% do território nacional, residem quase 3 milhões de habitantes, cerca de ¼ da população portuguesa. Ao nível económico concentra cerca de 25% da população activa, 30% das empresas nacionais, 33% do emprego e contribui com mais de 36% do PIB nacional.

Com uma costa atlântica com cerca de 150km e uma frente ribeirinha de cerca de 200km, a AML apresenta uma grande variedade morfológica e abundante riqueza natural, que lhe conferem um potencial ambiental, paisagístico, económico e de lazer que importa preservar e valorizar. Possui dois grandes estuários: o Tejo e o Sado, e cinco áreas protegidas, integradas na Rede Natura 2000.

No seu território integra dois grandes Portos: Lisboa e Setúbal e três Portos médios piscatórios: Sesimbra, Cascais e Ericeira. À escala internacional os portos de Lisboa e Setúbal assumem um crescente protagonismo que se deve não só à sua posição de charneira entre o norte da Europa, Mediterrâneo e África, como também devido ao elevado valor histórico e paisagístico das áreas envolventes ao porto.

Fonte: AML, consultado a 2 de janeiro de 2017