Filosofia – Exercícios de Exame Nacional: PERCURSO B – Lógica proposicional

Lógica proposicional

Grupo I

1. Considere as condicionais seguintes.
1. Adília Lopes é poetisa se escreve rimas e quadras.
2. Escrever rimas e quadras é condição suficiente para Adília Lopes ser poetisa.
A proposição de que Adília Lopes escreve rimas e quadras
(A) é a consequente nas duas condicionais apresentadas.
(B) é a antecedente nas duas condicionais apresentadas.
(C) é a antecedente na condicional 1 e é a consequente na condicional 2.
(D) é a consequente na condicional 1 e é a antecedente na condicional 2.

2. Suponha que um argumento tem a forma P v Q, Q v R, logo P v R.
A tabela de verdade dessa forma argumentativa é a seguinte.
Atendendo aos valores de verdade apresentados na tabela, um argumento com essa forma seria:
(A) inválido, pois existe a possibilidade de as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.
(B) inválido, pois existe a possibilidade de tanto as premissas como a conclusão serem falsas.
(C) válido, pois existe a possibilidade de tanto as premissas como a conclusão serem verdadeiras.
(D) válido, pois não existe a possibilidade de as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.

Grupo II

1. Identifique a conclusão do argumento seguinte e a regra de inferência utilizada para chegar à conclusão.
Caronte não é um satélite natural de Plutão, pois é falso que Caronte orbite em torno de Plutão, e
orbitaria em torno de Plutão se fosse um satélite natural de Plutão.

[…]

Aqui estão apenas as três primeiras questões de exame, no Scribd podem consultar e guardar a ficha completa com todas as questões (oito no total) e as respectivas soluções

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Argumentos e Falácias

2. Leia o seguinte excerto do Diálogo dos Grandes Sistemas, escrito por Galileu Galilei no século XVII, em
que as personagens Salviati e Simplício discutem a teoria aristotélica acerca do movimento.

Texto A

SALVIATI – […] Espanta-me […] que não vos apercebais que Aristóteles supõe o que precisamente
está em questão. Ora notai…
SIMPLÍCIO – Suplico-vos, Senhor Salviati, falai com mais respeito de Aristóteles. A quem
convenceríeis, aliás, de que aquele que foi o primeiro, o único, o admirável explicador da forma
silogística, da demonstração, das refutações, […] de toda a lógica, em suma, tenha podido cair num
erro tão grave como o de supor conhecido o que está em questão?
Galileu Galilei, Diálogo dos Grandes Sistemas (Primeira Jornada), Lisboa, Publicações Gradiva, 1979

1.1. Nomeie a falácia cometida por Aristóteles, segundo Salviati.
1.2. Nomeie o tipo de argumento utilizado por Simplício.

2. Leia o seguinte exemplo de uma falácia, apresentado por Carl Sagan.

Texto B

Não há nenhuma prova indiscutível de não haver OVNI a visitar a Terra; por conseguinte, os
OVNI existem – e há vida inteligente algures no universo.
Carl Sagan, Um Mundo Infestado de Demónios, Lisboa, Publicações Gradiva, 1997

Identifique a falácia presente no texto.
Justifique a resposta.

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Filosofia 11.º Ano – Exemplos de Entimemas

Exemplos de entimemas:

– Todos os homens são mortais,
Logo, Sócrates é mortal.
A premissa implícita é “Sócrates é homem.”

– Todos os homens são mortais.
Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal.

– Todas as pessoas honestas são sagazes.
Logo, eu sou sagaz.
A proposição omitida é “Eu sou honesto.”

– Todas as pessoas honestas são sagazes.
Eu sou honesto
Logo, eu sou sagaz.

Filosofia 11.º Ano – Entimemas

Argumento não-dedutivo: Entimemas

– Entimemas, são argumentos onde se omite uma ou mais premissas. Depois de devidamente explicitadas todas as suas premissas, podemos constatar que alguns entimemas são, na realidade, argumentos dedutivos incompletos. Um entimema é enganador se omite voluntariamente uma (ou mais) premissa(s) controversa(s).

Filosofia 11.º Ano – Exemplos de Argumentos de Autoridade

Exemplos de argumentos de autoridade:

– Einstein disse que E=mc2.
Logo, E=mc2.

– Cristiano Ronaldo diz que as chuteiras da Nike são as melhores do mundo.
Logo, as chuteiras da Nike são as melhores do mundo.

Filosofia 11.º Ano – Argumento de Autoridade

Argumento não-dedutivo: Argumento de Autoridade

– Argumento de autoridade, recorre-se à opinião de um perito ou de um especialista para reforçar a aceitação de uma determinada proposição

Filosofia 11.º Ano – Exemplos de Argumentos por Analogia

Exemplos de argumentos por analogia:

– Luís está com febre alta, dores de cabeça e muita tosse. Quando o José teve estes sintomas teve gripe.
Logo, o Luís está com gripe.

– O Universo é infinito.
A sociedade é tão complexa como o Universo.
Logo, a sociedade é infinita.

Filosofia 11.º Ano – Argumento por Analogia

Argumento não-dedutivo: Argumento por Analogia

– Argumento por Analogia, partimos de um conjunto de semelhanças relevantes entre dois elementos para atribuir a um deles uma característica observada no outro. Num mau argumento de por analogia, as semelhanças observadas não são relevantes para a característica em causa e/ou existem diferenças relevantes entre os dois elementos da comparação.

Filosofia 11.º Ano – Exemplos de Argumentos Indutivos por Previsões

Exemplos de Argumentos Indutivos por Generalizações:

– Todos os dias o sol nasceu.
Logo, amanhã o sol nascerá.

– Todo o sistema natural observado até hoje evolui para um estado de máxima desordem, correspondente a uma entropia máxima. Por conseguinte, todos os sistemas naturais que doravante observamos evoluirão para um estado de máxima desordem, correspondente a uma entropia máxima.

Filosofia 11.º Ano – Argumentos Indutivos por Previsões

Argumento não-dedutivo: Argumentos Indutivos por Previsões

– Argumentos indutivos por previsões, baseamo-nos num conjunto de premissas referentes a alguns acontecimentos observados no passado para inferir uma conclusão acerca de um acontecimento futuro.