Exercícios de Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Indutivismo, Popper, Kuhn

Questões de Exame Nacional de Filosofia

Grupo I

1 – O conhecimento vulgar distingue-se do conhecimento científico porque:

(A) o primeiro usa uma linguagem rigorosa e o segundo usa uma linguagem simples, que se adapta ao imediato.
(B) o primeiro tem por base a experiência do quotidiano e o segundo tem por base a observação rigorosa dos fenómenos.
(C) o primeiro exprime os seus resultados em termos quantitativos e o segundo descreve os fenómenos qualitativamente.
(D) o primeiro tem um valor predominantemente teórico e o segundo tem um valor eminentemente prático.

2 – O conhecimento científico caracteriza-se, entre outros aspetos, por ser:

(A) metódico e subjetivo.
(B) qualitativo e assistemático.
(C) metódico e explicativo.
(D) verdadeiro e definitivo.

3 – Considere os seguintes enunciados relativos à posição de Karl Popper acerca da natureza das teorias científicas.

1. As teorias científicas são refutáveis e conjeturais.
2. A função da experiência consiste em verificar ou em confirmar as teorias científicas.
3. As teorias científicas surgem, por indução, a partir de factos e de observações simples.
4. O critério de cientificidade de uma teoria é a sua falsificabilidade.

Deve afirmar-se que

(A) 1, 2 e 3 são corretos; 4 é incorreto.
(B) 1 e 4 são corretos; 2 e 3 são incorretos.
(C) 2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos.
(D) 3 é correto; 1, 2 e 4 são incorretos.

[…]

Aqui estão apenas as três primeiras questões de exame, no Scribd podem consultar e guardar a ficha completa com todas as questões (oito no total) e as respectivas soluções.

Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Karl Popper

1 – Texto A
Aquilo em que nós acreditamos (bem ou mal) não é que a teoria de Newton ou a de Einstein sejam verdadeiras, mas sim boas aproximações à verdade, […] podendo ser superadas por outras melhores.
Karl Popper, O Realismo e o Objetivo da Ciência, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1997

1.1 – Concorda com a posição de Popper relativamente ao problema da evolução da ciência?
Justifique a resposta, fundamentando a sua posição em, pelo menos, duas razões.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Thomas Kuhn

1. Considere o texto seguinte.
Quando os cientistas têm de escolher entre teorias rivais, dois homens completamente comprometidos com a mesma lista de critérios de escolha podem, contudo, chegar a conclusões diferentes. Talvez interpretem o critério da simplicidade de maneira diferente ou tenham convicções diferentes sobre os campos a que o critério de consistência se deva aplicar. Ou talvez concordem sobre estas matérias, mas divirjam quanto a pesos relativos a atribuir a esses e a outros critérios. No que respeita a divergências deste género, nenhum conjunto de critérios de escolha já proposto é útil. Quer dizer, há que lidar com características que variam de um cientista para outro.
T. Kuhn, A Tensão Essencial, trad. port., Lisboa, Ed. 70, 1989, p. 388 (adaptado)

1.1. Formule o problema de filosofia da ciência acerca do qual o autor toma posição.
1.2. Concorda com a tese central defendida? Justifique, relacionando a sua resposta com uma teoria estudada.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Persuasão, Manipulação e Uso da Retórica

1. Leia o texto seguinte.
Texto A
As provas de persuasão fornecidas pelo discurso são de três espécies: umas residem no carácter
moral do orador; outras, no modo como se dispõe o ouvinte; e outras, no próprio discurso […].
Persuade-se pelo carácter quando o discurso é proferido de tal maneira que deixa a impressão
de o orador ser digno de fé. Pois acreditamos mais e bem mais depressa em pessoas honestas,
em todas as coisas em geral, mas sobretudo nas de que não há conhecimento exato e que deixam
margem para dúvida. […]
Persuade-se pela disposição dos ouvintes, quando estes são levados a sentir emoção por meio
do discurso […].
Persuadimos, enfim, pelo discurso, quando mostramos a verdade ou o que parece verdade, a
partir do que é persuasivo em cada caso particular.
Aristóteles, Retórica, 1356a (trad. de Manuel Alexandre Júnior, Paulo Farmhouse Alberto,
Abel do Nascimento Pena), Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda,1998

1.1. Indique as três «provas de persuasão fornecidas pelo discurso» a que o texto se refere.
1.2. Diferencie os dois usos da retórica, a partir do texto.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Regras do Silogismo

1.A. Percurso A
Teste a validade do seguinte argumento, aplicando as regras do silogismo.
Nenhum kantiano é utilitarista.
Alguns filósofos são kantianos.
Logo, alguns filósofos não são utilitaristas.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Argumentos e Falácias

2. Leia o seguinte excerto do Diálogo dos Grandes Sistemas, escrito por Galileu Galilei no século XVII, em
que as personagens Salviati e Simplício discutem a teoria aristotélica acerca do movimento.

Texto A

SALVIATI – […] Espanta-me […] que não vos apercebais que Aristóteles supõe o que precisamente
está em questão. Ora notai…
SIMPLÍCIO – Suplico-vos, Senhor Salviati, falai com mais respeito de Aristóteles. A quem
convenceríeis, aliás, de que aquele que foi o primeiro, o único, o admirável explicador da forma
silogística, da demonstração, das refutações, […] de toda a lógica, em suma, tenha podido cair num
erro tão grave como o de supor conhecido o que está em questão?
Galileu Galilei, Diálogo dos Grandes Sistemas (Primeira Jornada), Lisboa, Publicações Gradiva, 1979

1.1. Nomeie a falácia cometida por Aristóteles, segundo Salviati.
1.2. Nomeie o tipo de argumento utilizado por Simplício.

2. Leia o seguinte exemplo de uma falácia, apresentado por Carl Sagan.

Texto B

Não há nenhuma prova indiscutível de não haver OVNI a visitar a Terra; por conseguinte, os
OVNI existem – e há vida inteligente algures no universo.
Carl Sagan, Um Mundo Infestado de Demónios, Lisboa, Publicações Gradiva, 1997

Identifique a falácia presente no texto.
Justifique a resposta.

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Rawls

1. Leia o texto seguinte.
Dadas as circunstâncias da posição original, [nomeadamente] a simetria das relações que entre todos se estabelecem, esta situação inicial coloca os sujeitos, vistos como entidades morais, isto é, como seres racionais com finalidades próprias e – parto desse princípio – capazes de um sentido de justiça, numa situação equitativa.
J. Rawls, Uma Teoria da Justiça, Lisboa, Editorial Presença, 2001, p. 34 (adaptado)

1.1. Explique, a partir do texto, por que razão Rawls considera que a posição original «coloca os sujeitos […] numa situação equitativa».
1.2. Apresente uma objeção à teoria da justiça de Rawls.

2. De acordo com a teoria da justiça proposta por John Rawls, os princípios da justiça devem ser escolhidos a coberto de um «véu de ignorância». Porquê?

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Preparação para o Exame Nacional de Filosofia: Os Valores

1. Leia o seguinte texto.

Enquanto acto de autoprotecção […], podemos fazer o que for necessário para nos defendermos, mesmo que isso implique a morte do atacante […]. O efeito bom é a preservação da nossa vida, sendo o efeito mau a perda da vida do atacante.
David S. Oderberg, Ética Aplicada, Lisboa, Principia, 2009, p. 233

1.1. Relacione a noção de preferência valorativa com a situação descrita no Texto D.

1.2. Dê um exemplo de outra situação de conflito de valores.

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Filosofia 11.º Ano – Exercícios de Preparação: Exame Nacional de Filosofia

1. Leia o seguinte texto:

«Todas as cores da poesia, por mais esplêndidas, jamais podem pintar os objetos naturais de tal modo que se tome a descrição pela paisagem real. O mais vivo pensamento é ainda inferior à mais fraca sensação.
Podemos observar uma distinção semelhante; um homem, num acesso de cólera, é estimulado de um modo muito diferente daquele que apenas pensa nessa emoção.»
D. Hume, Investigação sobre o Entendimento Humano, Lisboa, Lisboa Editora, 2006

1.1 A partir do texto, esclareça a distinção que Hume estabelece em relação à perceção dos objetos, ou do conhecimento que deles temos.

1.2 Thomas Kuhn apresenta uma conceção de ciência suportada em paradigmas. Esclareça a importância que os conceitos de paradigma e revolução desempenham na teoria de Kuhn sobre a ciência.

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