Exame Nacional de Historia A e Critérios de Correção – Ano Letivo 2017/2018

Os alunos do 12º ano realizaram o Exame Nacional de História A.
Podes consultar aqui o enunciado e os critérios de correção do Exame Nacional de História A.

Exame Nacional – Historia A – 2017-2018
Critérios de Correção
Fonte: IAVE, consultado em 22 de junho de 2018

História 10.º Ano – Crise político-militar do Império Romano

Unidade 3: O espaço civilizacional grego-latino à beira da mudança
3.3 – Prenúncios de uma nova geografia política: a presença dos Bárbaros no Império.

Crise político-militar do Império Romano
No século III, o Império Romano sofreu uma crise interna e externa.
Crise interna:
Sucessão de imperadores, não estava definida legalmente a sua hereditariedade, o que motivava assassínios, golpes de Estado e revoltas dos generais.
Crise externa:
Pax romana foi ameaçada pelos Bárbaros.
As fronteiras do Império foram invadidas, e, embora a ameaça bárbara tivesse sido sustida, o imperador Diocleciano, visando recuperar a autoridade política vai proceder uma profunda reforma da administração e do exército com a adopção do sistema da Tetrarquia Imperial (quatro líderes), mas este sistema foi ineficazes devido à dimensão do Império.
– Em 395 d.C., o imperador Teodósio dividiu o Império Romano, para garantir a segurança, em duas partes,
• Império Romano do Ocidente, com sede em Roma e teve o seu fim em 476 d.C. com as invasões bárbaras.
• Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla e teve o seu fim em 1453, com as invasões dos Turcos.

As grandes invasões bárbaras
– Os Bárbaros eram oriundos do Norte da Europa.
– Eram temidos pela sua ferocidade e pelos seus costumes rudes.
– Praticam o nomadismo, caça e a recoleção.

O impacto das invasões nas estruturas políticas, económicas e culturais do mundo romano.
– Anarquia.
– Decadência económica.
– Diminuição da população.
– Ruralização.
– Mudanças culturais.

História 10.º Ano – A Igreja e a transmissão do legado político-cultural clássico

Unidade 3: O espaço civilizacional grego-latino à beira da mudança
3.2 – A Igreja e a transmissão do legado político-cultural clássico

– Foi através do cristianismo, implantado nas cidades romanas, que a cultura grega e latina se manteve viva durante e após a queda do Império Romano.

– Vários aspectos dessa cultura clássica foram absorvidos e preservados pelas elites romanas convertidas ao cristianismo:
• Filosofia, a obra de Santo Agostinho é inspirada na obra de Platão.
• Retórica, arte de bem falar serviu as intenções evangelizadoras dos bispos, padres e outros membros da igreja católica.
• Direito, o Direito Romano serviu de base ao Direito Canónico.
• Vivência da cidade, foi nas cidades que os apóstolos mais intensamente exerceram a sua acção evangelizadora.
• Cerimonial Imperial, inspirou os rituais do cerimonial cristão.
• Arquitectura romana, serviu de modelo à arquitectura religiosa cristã.
• Arte romana, inspirou a arte sacra cristã.
• Poder centralizado, tal como o imperador, o Papa herdou a autoridade sobre os cristãos.

História 10.º Ano – Édito de Milão e Édito de Tessalónica

Unidade 3: O espaço civilizacional grego-latino à beira da mudança
3.1 – O Império universal romano-cristão

– Os Romanos sempre foram tolerantes com todas as religiões do Império.

Até ao aparecimento do cristianismo, apenas existia uma religião monoteísta, a religião judaica.

Princípios fundamentais do cristianismo:
• Vida eterna.
• Igualdade.
• Monoteísmo.
• Estes princípios tornaram-se universais e revolucionários.
• Os cristão foram alvos de perseguições sangrentas.

A difusão do cristianismo no espaço romano:
• Excelente rede de vias de comunicação que ligada os diversos pontos do Império.
• Intensa evangelização por parte dos apóstolos.
• Corajosa resistência dos mártires que, em tempo de perseguição serviam exemplo de fé, heroísmo.
• Ampliação das catacumbas, vastas galerias subterrâneas destinadas ao culto e à inumação de acordo com os princípios cristãos.

– Importância dos Éditos de Milão e de Tessalónica para o triunfo da religião cristã:
Édito de Milão, em 313 d.C. o imperador Constantino dirige uma carta imperial aos governadores das províncias,na qual ordena que estes concedam liberdade de culto aos cristãos.
Édito de Tessalónica, promulgado em 380 d.C. pelo imperador Teodósio, no qual ordenou que o cristianismo fosse a religião oficial do Estado Romano.

História 10º Ano – A identidade civilizacional da Europa ocidental

Introdução à unidade A identidade civilizacional da Europa ocidental.
– Poderes e crenças – Multiplicidade e unidade
• Com a queda do Império Romano do Ocidente, a Europa entrou no período da Idade Média (de 476 à queda do Império Romano do Oriente, em 1453) e durante este período a Europa nunca mais voltou a ter estabilidade política semelhante à do Império Romano;
• O poder dentro de cada Estado estava fragmentado em unidades:
→ Senhorios;
→ Principados;
→ Comunas;
→ Reinos.
• Por outro lado, a Europa também se encontrava fragmentada em três grandes divisões políticas:
→ Monarquias, a oeste;
→ Império, ao centro;
→ Reinos, a leste.

Explicações de Economia, Geografia, História – Póvoa de Varzim

Explicações de Economia, Geografia, História
Rua Almirante Reis nº 30 (em frente à Estação de Metro)
Póvoa de Varzim

Livros – Uma Pequena História do Mundo

Sugestão de Leitura: Uma Pequena História do Mundo de E.H. Gombrich
Um livro de História, escrito para os mais novos mas que cativou os mais velhos, afinal quem não ouviu as “histórias da história”.
Por vezes, utilizo como livro de apoio às Explicações de História, pois os principais acontecimentos históricos são contados de uma forma descontraída e simples.
9789728955908

História 10º Ano – O modelo Romano

Conceitos fundamentais da Unidade 1 “O Modelo romano”:
A unidade do mundo imperial: através da romanização;
O poder imperial: principal cidadão de Roma, primeiro entre os senadores, comandante supremo do exército, poder tribunício, consulado perpétuo, pontifex maximus;
O culto a Roma e ao Imperador: divindade, objecto de culto,vpai da pátria;
Direito romano : lei das XII Tábuas, forma de unir e integrar as restantes áreas do império, pragmático, racional, juristas, pareceres dos jurisconsultores, éditos dos pretores, pareceres do senado, decretos imperiais;
Direito de cidadania: unir o império, igualdade jurídica, imperador Caracala;
Estatutos das diferentes cidades: cidades novas (colónias, privilégios, direitos iguais aos de Roma), povoações existentes (municípios), cidades “resistentes” (cidades confederadas e estipendiárias);
Urbanismo: racionalismo, monumentalidade, plantas retilíneas, cardo, decumanos, fórum, basílica, templos, cúria;
Utilidade e eficiência: aquedutos, fontanários, termas, teatros, anfiteatros, ginásios, estádios, rede de esgotos, mercados públicos, bibliotecas, domus, arcos do triunfo, colunas, pórticos;
Arquitectura romana: robustez, monumentalidade, funcional, abóbada de berço, arco de volta inteira, ordem compósita;
Escultura: realismo, estátuas, relevos, carácter narrativo e didático;
A vida escolar: rapazes (formação cívica e moral), raparigas (boas esposas e mães de filhos), três graus de estudos com início aos 7 anos (primeiro grau: litteratori; segundo grau: grammaticus; terceiro graus: rethor.);
Romanização da Península Ibérica: usos e costumes, direito, língua, numeração, templos, colónias, fundação de novas cidades, urbanismo;
Economia: actividade agrícola, actividade comercial, exportação, pecuária, indústrias;
Novos valores culturais: poder romano, respeito pela cultura local, pax romana, vestuário, novos espaços urbanos, religião, educação.

Explicações de História – Porto – Póvoa de Varzim
TLM: 91 882 70 69

História 10º Ano – O modelo ateniense

Conceitos essenciais para a Unidade 1 “O modelo ateniense”:

Cidades-estados – Pólis;
Constituição da Pólis e a organização do espaço cívico: acrópole, habitações populares, ágora, teatros, estádios, pórticos, academia, liceu, espaço rural;
Elementos definidores da Pólis: território, corpo cívico, leis, culto, autarcia;
Democracia ateniense no século V a.C.: Clístenes, Péricles, cidadãos, democracia directa;
Principais instituições democráticas em Atenas: Eclésia, Bulé ou Assembleia dos 500, Corpo dos magistrados, Arcontes, Estrategos, Areópago, Helieu;
Os direitos dos cidadão: direito à liberdade, isonomia, isocracia, isegoria;
Os limites da democracia: mulheres, estrangeiros, metecos, existência de escravatura;
As grandes manifestações cívico-religiosas: culto cívico, festividades Pan-helénicas, jogos olímpicos, festivais Áticos, Grandes Dionísias;
A educação Grega: ecléctica, humanista, ler, escrever, contar, exercício físico, ensino da música, retórica, sofistas;
Arquitectura Grega: clareza, harmonia, ritmo, proporcionalidade, templos, teatros, ginásios, estádios;
Ordens arquitectónicas Gregas: dórica, jónica, corintio;
Escultura Gregas: relevo, estatuária independente, figura humana, simetria, proporção, anatomia.

Explicações de História – Porto, Póvoa de Varzim
Tlm: 91 882 70 69