Filosofia 10.º Ano – Kant: Objeções à Ética Kantiana

– A Filosofia Moral Kantiana
Objeções à Ética Kantiana

Não resolve conflitos entre deveres, a teoria não nos permite decidir no caso de o dever, pelo imperativo categórico e a regra da generalização, nos obrigar a uma ação e a outra incompatível com ela, pois os deveres são sempre categóricos.
Desculpa a negligência bem-intencionada, ignorar as consequências das ações para a sua classificação moral é contraintuitivo quando o agente, apesar da sua intenção boa, a do cumprimento do dever, é tão descuidado que origina consequências desastrosas devido à sua incompetência e ignorância.
Ignora o papel das emoções na moralidade, a teoria considera moralmente irrelevantes os aspectos emocionais das nossas ações, sentimentos, como a piedade, a generosidade, que, para algumas pessoas, são claramente morais.

Filosofia 10.º Ano – Kant: Boa Vontade

– A Filosofia Moral Kantiana
Boa Vontade

– Boa Vontade:
• É uma vontade que age de forma moralmente correta;
• Cumpre o dever respeitando absolutamente a lei moral, ou seja, a única intenção é cumprir o dever.
• Age segundo máximas que podem ser seguidas por todos porque não violam os interesses dos outros.
• Respeita todo e qualquer ser humano considerando-o uma pessoa e não um meio para atingir qualquer fim.
• É uma vontade autónoma porque decide cumprir o dever por sua iniciativa e não por opinião dos outros.

Filosofia 10.º Ano – Kant: Autonomia e Heteronomia

– A Filosofia Moral Kantiana
Autonomia e Heteronomia

Autonomia, caraterística de uma vontade que cumpre o dever pelo dever.
• Quando o cumprimento do dever é motivo suficiente para agir, a vontade não se submete a outra autoridade que não a razão.

Heteronomia, caraterística de uma vontade que não cumpre o dever pelo dever
• Quando o cumprimento do dever não é motivo suficiente para agir e invocamos razões externas, ou seja, a vontade submete-se a autoridades que não a razão.

Filosofia 10.º Ano – Kant: 2.ª Formulação do Imperativo Categórico: Lei da Humanidade

2.ª Formulação do Imperativo Categórico – Lei da Humanidade:
• Age de tal forma que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na de qualquer outro, sempre simultaneamente como um fime nunca simplesmente como um meio.

Filosofia 10.º Ano – Kant: 1.ª Formulação do Imperativo Categórico: Lei Universal da Natureza

1.ª Formulação do Imperativo Categórico – Lei Universal da Natureza
• Age unicamente de acordo com a máxima que te faça simultaneamente desejar a sua transformação em Lei Universal. Age como se a máxima da tua ação devesse ser instituída pela tua vontade como Lei Universal da Natureza.
• Máxima ou princípio que orienta a sua ação poderia converter-se em Lei Universal.

Filosofia 10.º Ano – Kant: Imperativo Categórico

– A Filosofia Moral Kantiana
• Imperativo Categórico

– Imperativo Categórico, indica quais os meios a utilizar (o modo da ação), não diz respeito às consequências ou fins da ação (ao que dela pode resultar), mas à forma e ao princípio de que ela própria deriva (a lei moral).

Filosofia 10.º Ano – Kant: Imperativo Hipotético

– A Filosofia Moral Kantiana
• Imperativo Hipotético

Imperativo Hipotético, ordena que se cumpra determinada ação em concreto para atingir determinado fim desejado. Por exemplo, se queres ser reconhecido, pratica o bem.

Filosofia 10.º Ano – Kant: Ações por Dever, Ações Conformes ao Dever, Ações Contra o Dever

– A Filosofia Moral Kantiana
• Ações por Dever, Ações Conformes ao Dever, Ações Contra o Dever

– O único motivo que pode dar origem a uma ação moralmente válida é o sentimento puro de respeito pelo dever.

Ações por Dever, ações que cumprem as regras ou normas morais e que ocorrem por total respeito pela lei moral. Decorrem de uma exigência puramente racional.
Ações Conformes ao Dever, movidas por inclinações sensíveis, ações que cumprem as regras ou normas morais, mas que ocorrem por interesse ou vantagem pessoal ou qualquer sentimento.
Ações Contra o Dever, ações imorais, que não cumprem as regras ou normas morais e que surgem sempre por inclinação sensível.

Filosofia 10.º Ano – Kant: Legalidade e Moralidade

Legalidade:
• Respeito pelas normas legais instituídas na sociedade.
• A obrigatoriedade das normas depende de quem as faz cumprir.

Moralidade:
• Respeito pelas normas instituídas na sociedade.
• A obrigatoriedade das normas depende da intencionalidade do agente (da sua consciência, das razões que justificam as suas ações).

Filosofia 10.º Ano – A dimensão pessoal e social da ética

– A dimensão ético-política – análise e compreensão da experiência convivencial
• A dimensão pessoal e social da ética.

Ética, tem como objectivo compreender a moralidade. É a reflexão sobre a moral, visando fundamentar o agir humano.
– É na simbiose entre aspetos individuais (dimensão pessoal da ética) e sociais (dimensão social da ética) que encontramos a matéria para responder às questões e problemas éticos.
– O comportamento moral resulta das ações desenvolvidas pelo sujeito, que é um sujeito simultaneamente singular e social. É na relação com o outro e com as diferentes instituições que o sujeito moral se constrói.
– Enquanto ser singular, cada ser humano revela a sua individualidade e intencionalidade. Assume por convicção própria aderir ou não, às normas e valores vigentes na sua comunidade e cultura. É neste sentido que dizemos que o sujeito moral é uma pessoa livre, autónomo, consciente, livre, autónomo, responsável, com dignidade e abertura.
Consciência moral, é através de outros, das instituições que as normas, os princípios morais são interiorizados.
Alteridade, não seriamos verdadeiramente humanos sem a presença do outro nas nossas vidas.
Egoísmo ético, considera que o objetivo das nossas ações é a promoção do bem pessoal, por isso devemos fazer aquilo que é bom para nós mesmos.
Egoísmo psicológico, todas as ações humanas são motivadas por interesses particulares.
No interior da sociedade ocorrem situações de conflito e de cooperação entre os indivíduos.
Responsabilidade legal, o sujeito desenvolve a sua consciência sem revelar autonomia face às normas e leis.
Responsabilidade moral, o sujeito revela-se como um ser livre, autónomo, escolhendo as normas e os princípios fundamentais.