Filosofia 11.º Ano – Críticas ao Indutivismo

– Críticas ao Indutivismo

A observação não é ponto de partida do método científico e, ainda que o cientista recorra à observação, ela não é totalmente neutra e isenta.
– A observação dos fenómenos ocorre num determinado contexto.
– A observação do cientista é afetada por pressupostos teóricos, teorias, conceitos e expectativas desenvolvidas
face à investigação.

O raciocínio indutivo não confere o rigor lógico necessário às teorias científicas.
– A indução constitui, em termos lógicos, uma operação que obriga a um salto do conhecido para o desconhecido.

Filosofia 11.º Ano – Problema da Indução

Mas será que as teorias e as leis propostas pelos cientistas podem ser realmente verificadas?

“Há corvos negros.”
Esta proposição é verificável: podemos verificar aquilo que ela afirma de cada vez que se vê um corvo. Se o corvo for negro, a proposição é verdadeira

“Todos os corvos são negros.”
Aquilo que nesta proposição se afirma não pode ser estritamente verificado de forma universal, pois é impossível saber a cor de todos os corvos que existiram no passado, que existem e que existirão no futuro.

Logo,

Problema da Indução
Se todos e cada um dos corvos observados até ao momento forem negros, o enunciado «Todos os corvos são negros» traduz uma proposição verdadeira. Assim, o enunciado confirma-se, o que é suficiente para que seja reconhecido como científico.

Filosofia 11.º Ano – Critério da Verificabilidade

Critério da Verificabilidade:

O critério da verificabilidade: é uma teoria é científica somente se consiste em afirmações empiricamente verificáveis.

Verificação da hipótese, passo necessário para assegurar os resultados da investigação.
Mas será que isto é suficiente para garantir que determinada hipótese é de facto de uma (boa) hipótese ou teoria científica?

Problema da demarcação, qual o critério que permite demarcar o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento.

Filosofia 11.º Ano – Operações Fundamentais do Método Indutivo

Observação dos Fenómenos:
O cientista observa os factos ou fenómenos e regista-os de forma sistematizada para procurar encontrar as suas causas. A observação, que precede a teoria, é neutra, objetiva e imparcial. A observação e o registo devem ser repetidos várias vezes, com rigor e método.

Descoberta da Relação entre os Fenómenos:
Por meio da comparação e classificação dos casos observados, o investigador procura aproximar os factos para descobrir a relação entre eles. Procede, assim, à formulação de hipóteses, explicações acerca dos fenómenos e das suas relações.

Generalização da Relação:
Recorrendo ao raciocínio indutivo, o cientista generaliza a relação encontrada entre os factos semelhantes, traduzindo-a em leis que expressam as relações constantes entre esses factos. Testada por experimentação, e confirmando-se o que ela propõe, a hipótese pode passar a lei científica.

Resumo:
Experimentação é fundamental para que se possa verificar e confirmar se as relações estabelecidas são aplicáveis a fenómenos semelhantes.

Enunciados do indutivismo:
Princípio da Indução, há uma forma de, a partir da acumulação de factos singulares, inferir enunciados universais;
Princípio da Acumulação, o conhecimento científico é o resultado de factos bem estabelecidos, a que progressivamente se acrescentaram outros sem alteração daqueles;
Princípio de Confirmação, articula a plausibilidade das leis com o número de instâncias a que o fenómeno a que se refere a lei foi submetido.

Filosofia 11.º Ano – Conceção Indutivista do Método Cientifico

Conceção Indutivista do Método Cientifico

Indutivismo, perspetiva epistemológica que salienta a importância da indução para a ciência, quer ao nível das descobertas científicas, quer ao nível da justificação das teorias.

– O conhecimento científico deve fundar-se na indução e na experimentação e não na metafísica e na especulação.

– A atividade científica obedece à seguinte lógica de procedimentos:
– Observação;
– Formulação de hipóteses;
– Experimentação;
– Lei.

Filosofia 11.º Ano – Distinção entre Senso Comum e Conhecimento Científico

Distinção entre Senso Comum (Conhecimento Vulgar) e Conhecimento Científico:

Senso Comum (Conhecimento Vulgar):

– Confia nos sentidos;
– É sensitivo;
– Manifesta-se numa atitude dogmática;
– É prático;
– É imetódico e assistemático.

Resumo: Tipo de conhecimento superficial, não especializado em qualquer domínio, mas que apresenta respostas imediatas e funcionais, visando a resolução dos problemas do dia a dia.

Conhecimento Científico:

– Desconfia dos sentidos;
– É problematizador e racional;
– Manifesta-se numa atitude crítica;
– É explicativo;
 – É metódico e sistemático.

Resumo: Tipo de conhecimento aprofundado e especializado em diferentes domínios, construindo explicações dos fenómenos e tendo por base uma organização teórica e um método.