Filosofia 10.º Ano – Questões de Exame Nacional: Kant e Mill

Questões de Exame Nacional de Filosofia
A filosofia moral Kantiana e a filosofia moral utilitarista de Mill

Questões de Escolha Múltipla:

1 – De acordo com a ética de Kant, o motivo moralmente válido para honrar compromissos é:

(A) o interesse dos envolvidos.
(B) o benefício social.
(C) o dever de o fazer.
(D) a simpatia pelos envolvidos.

2 – Segundo Kant, o imperativo categórico pode ser formulado do seguinte modo: age apenas segundo uma máxima tal que:

(A) ela se torne uma lei universal.
(B) ela se torne um hábito para ti.
(C) possas ao mesmo tempo querer que ela se torne um hábito para ti .
(D) possas ao mesmo tempo querer que ela se torne uma lei universal.

3 – Kant consideraria que uma pessoa que, motivada unicamente pelo sentimento de pena, ajudasse uma criança perdida na praia a encontrar os seus pais

(A) praticaria uma ação com valor moral.
(B) agiria em conformidade com o dever.
(C) praticaria uma ação imoral.
(D) agiria por dever.

4 – A maximização da utilidade, defendida por Mill, obriga a:

(A) considerar imparcialmente o bem de cada pessoa.
(B) dar prioridade às pessoas que nos são mais próximas.
(C) satisfazer apenas o nosso interesse próprio racional.
(D) valorizar mais a comunidade do que o indivíduo.

5 – A perspetiva ética de Mill enfrenta a objeção seguinte.

(A) A felicidade não pode ser uma questão meramente quantitativa.
(B) É errado não dar prioridade aos interesses da maioria das pessoas.
(C) Temos de ser responsáveis pelas consequências do que fazemos.
(D) Dar sempre prioridade à felicidade geral é demasiado exigente.

Questão de Desenvolvimento:

1. Haverá alguma circunstância em que seja moralmente aceitável matar uma pessoa inocente, sem o seu consentimento, para salvar a vida de outras cinco pessoas?
Apresente as respostas que Kant e que Mill dariam à questão anterior, comparando-as.

Fonte: IAVE, consultado a 11 de junho de 2017

Filosofia 10.º Ano – Objecções ao Utilitarismo de Stuart Mill

– A filosofia moral utilitarista de Stuart Mill
• Objecções ao Utilitarismo de Stuart Mill

– Considerar a felicidade dos seres humanos como o valor ético supremo é bastante apelativo pois implica uma ética empenhada em minorar o sofrimento, tornar a vida melhor e o mundo um lugar mais atraente para se viver.
– Defender que a felicidade a ter em conta não é especificamente a do agente da ação mas a de todos os que por ela vão ser afetados implica uma ética rigorosa e exigente, distante de um egoísmo ético puro e duro.
– Identificar prazer e felicidade já é mais complicado, quantificar torna a questão ainda mais difícil: prazer e felicidade não são mensuráveis.
– Tentar hierarquizar prazeres pode apenas revelar os preconceitos de quem procede a tal hierarquização.
– Ignorar que há ações intrinsecamente más, independentemente das consequências de que se venham a revestir, é uma atitude que pode permitir legitimá-las.
– O critério de maior felicidade para a maior quantidade de pessoas, acaba sempre por prejudicar singulares ou minorias, na medida em que os seus interesses ou direitos são sacrificados em proveito da “maior quantidade de pessoas”.

Filosofia 10.º Ano – Mill: Prazeres Superiores e Prazeres Inferiores

– A filosofia moral utilitarista de Stuart Mill
• Prazeres Superiores e Prazeres Inferiores

Prazeres Inferiores, prazeres ligados ao corpo, provenientes das sensações. Por serem inferiores, não permitem a realização plena da natureza humana.
Prazeres Superiores, prazeres ligados ao espírito potenciadores de bons sentimentos morais. Permitem a realização do ser humano.

Filosofia 10.º Ano – Mill: Formulação do Princípio da Maior Felicidade

– A filosofia moral utilitarista de Stuart Mill
Princípio da Maior Felicidade

Formulação do Princípio da Maior Felicidade, o credo que aceita a utilidade, ou Princípio da Maior Felicidade, como fundamento da moralidade, defende que as ações estão certas na medida em que tendem a promover a felicidade, errada na medida em que tendem a produzir o reverso da felicidade. Por felicidade entende-se o prazer e a ausência de dor, por infelicidade, a dor e a privação do prazer.

Filosofia 10.º Ano – Mill: Consequencialismo

– A filosofia moral utilitarista de Stuart Mill
• Consequencialismo

Consequencialismo, a defesa da ideia de que a moralidade das ações depende das vantagens ou desvantagens que os seus efeitos comportam.
O que define se uma ação é boa ou má são as suas consequências: se as consequências são positivas, se trouxerem vantagens, então a ação é boa; se as consequências são negativas, por trazerem desvantagens, então a ação é má.
– As melhores acções são, aquelas que resultam nas melhores consequências.
– A felicidade produzida pela ação é a que determina a correção moral.

Filosofia 10.º Ano – Mill: Hedonismo

– A filosofia moral utilitarista de Stuart Mill
Hedonismo

Hedonista, porque entende que o fim último das atividades humanas é a felicidade entendida como prazer ou ausência de dor e sofrimento.
Princípio Hedonista, a finalidade última de todas as nossas ações, o supremo bem é a felicidade.
Para o utilitarista, sendo um facto que o ser humano procura ser feliz, as suas ações são úteis na medida em que lhe proporcionam as condições necessárias à felicidade.

Filosofia 10.º Ano – Mill: Utilitarismo

– A filosofia moral utilitarista de Stuart Mill
• Utilitarismo

– Utilitarismo, é uma corrente filosófica que avalia a moralidade das ações pela utilidade que elas revelam.
– Utilidade, a possibilidade de o indivíduo alcançar o seu bem-estar ou felicidade.
– Stuart Mill, defende que o máximo bem é promover, numa sociedade, é a felicidade de todos e de cada um.

Filosofia 10.º Ano – Kant: Objeções à Ética Kantia

– A Filosofia Moral Kantiana
Boa Vontade

Não resolve conflitos entre deveres, a teoria não nos permite decidir no caso de o dever, pelo imperativo categórico e a regra da generalização, nos obrigar a uma ação e a outra incompatível com ela, pois os deveres são sempre categóricos.
Desculpa a negligência bem-intencionada, ignorar as consequências das ações para a sua classificação moral é contraintuitivo quando o agente, apesar da sua intenção boa, a do cumprimento do dever, é tão descuidado que origina consequências desastrosas devido à sua incompetência e ignorância.
Ignora o papel das emoções na moralidade, a teoria considera moralmente irrelevantes os aspectos emocionais das nossas ações, sentimentos, como a piedade, a generosidade, que, para algumas pessoas, são claramente morais.

Filosofia 10.º Ano – Kant: Boa Vontade

– A Filosofia Moral Kantiana
Boa Vontade

– Boa Vontade:
• É uma vontade que age de forma moralmente correta;
• Cumpre o dever respeitando absolutamente a lei moral, ou seja, a única intenção é cumprir o dever.
• Age segundo máximas que podem ser seguidas por todos porque não violam os interesses dos outros.
• Respeita todo e qualquer ser humano considerando-o uma pessoa e não um meio para atingir qualquer fim.
• É uma vontade autónoma porque decide cumprir o dever por sua iniciativa e não por opinião dos outros.

Filosofia 10.º Ano – Kant: Autonomia e Heteronomia

– A Filosofia Moral Kantiana
Autonomia e Heteronomia

Autonomia, caraterística de uma vontade que cumpre o dever pelo dever.
• Quando o cumprimento do dever é motivo suficiente para agir, a vontade não se submete a outra autoridade que não a razão.

Heteronomia, caraterística de uma vontade que não cumpre o dever pelo dever
• Quando o cumprimento do dever não é motivo suficiente para agir e invocamos razões externas, ou seja, a vontade submete-se a autoridades que não a razão.