Exame Nacional de Geografia 2021 – 2.ª Fase – População, Crescimento Demográfico, Crescimento Efetivo, Saldo Migratório, Taxa de Natalidade, Taxa de Mortalidade, Emigração, Imigração

Exame Nacional de Geografia 2021 – 2.ª Fase – Versão 1
Questão 1

1. As flutuações da população residente nos últimos anos resultam do comportamento das variáveis demográficas e das políticas económicas e sociais.
A Figura 1A representa o crescimento demográfico, em Portugal, por NUTS II, em 2019, e a Figura 1B representa o saldo migratório, em Portugal, no período de 2009 a 2019.

1.1. Identifique as duas afirmações verdadeiras, recorrendo à análise das Figuras 1A e 1B.
I.  Na A. M. Lisboa, o crescimento demográfico refletiu o elevado número de imigrantes, relativamente
ao número de emigrantes, e um número de nascimentos superior ao número de óbitos.
II. Em 2019, o valor do crescimento efetivo registado na R. A. Açores corresponde à diferença entre o saldo natural e o saldo migratório.
III. Em 2019, as NUTS II Alentejo e Algarve foram as que menos contribuíram para o crescimento demográfico do país.
IV. O valor do saldo migratório diminuiu entre 2009 e 2012, porque a emigração permanente foi sempre superior à imigração permanente.
V. Os anos que registaram um saldo migratório mais baixo foram 2015 e 2016.

1.2. A região da NUTS II que registou uma mortalidade inferior à natalidade, de acordo com a Figura 1A, foi
(A) R. A. Madeira.
(B) Centro.
(C) Algarve.
(D) A. M. Lisboa.

1.3. O crescimento demográfico por NUTS II, observado na Figura 1A, reflete-se no território nacional, por
(A) acentuar a polarização demográfica.
(B) atenuar a metropolização.
(C) acentuar a dispersão demográfica.
(D) atenuar a litoralização.

1.4. De acordo com a Figura 1B, os valores do saldo migratório registados entre 2011 e 2016 permitem inferir que ocorreu
(A) um decréscimo do índice de dependência total.
(B) um crescimento efetivo negativo da população.
(C) uma subida significativa do êxodo rural.
(D) uma diminuição da população ativa nacional.

1.5. As migrações influenciam diretamente o dinamismo empresarial de Portugal.

Considere os seguintes cenários:
A – aumento da imigração com reduzida qualificação e aumento da emigração qualificada;
B – aumento da imigração qualificada e redução da emigração qualificada.

Selecione um dos cenários, A ou B. Apresente duas consequências que o cenário escolhido terá no dinamismo empresarial do país, justificando a sua resposta.

Correcção: Aqui
Fonte: Iave, consultado a 15 de setembro de 2021

Exame Nacional de Geografia 2021 – 1.ª Fase – Fixação da População, Envelhecimento Demográfico

Exame Nacional de Geografia 2021 – 1.ª Fase – Versão 1
Questão 8

6. A existência do Instituto Politécnico da Guarda, identificado na Figura 4, pode constituir um importante agente de desenvolvimento.
Justifique, referindo dois aspetos, como a fixação de unidades de ensino superior contribui para o desenvolvimento dos territórios onde se inserem.

7. O envelhecimento demográfico do interior do país pode ser contrariado através de medidas como
(A) a redução do custo de portagens aplicadas aos veículos de transporte coletivo de passageiros.
(B) a aposta nos serviços de apoio geriátrico, para melhorar a qualidade de vida dos idosos.
(C) a atribuição de subsídios a empresas que assegurem o emprego qualificado de longa duração.
(D) a criação de postos de trabalho sazonal, que atraiam a população jovem ativa emigrante.

Correcção: Aqui
Fonte: Iave, consultado a 15 de setembro de 2021.

Exame Nacional de Geografia 2020 – Época Especial – População, Densidade Populacional

Exame Nacional de Geografia 2020 – Época Especial
Questão 10

10. Portugal é um país muito diverso. O povoamento do território é uma dessas marcas. Os últimos anos mantiveram a tendência de despovoamento do país rural a favor das áreas urbanas e do litoral.
Fonte: Os portugueses em 2030, 2013, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos, p. 149.

A Figura 5 representa a variação da densidade populacional, por município, na região Norte, entre 2011 e 2016.

10.1. De acordo com a Figura 5, os municípios da AMP que perderam mais de 10 hab./km2 foram, entre outros,
(A) Maia, Valongo e Vila do Conde.
(B) Póvoa de Varzim, Matosinhos e Vila Nova de Gaia.
(C) Maia, Póvoa de Varzim e Matosinhos.
(D) Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.

10.2. O número de municípios da região Norte, observados na Figura 5, que registaram um aumento da densidade populacional foi
(A) 3.
(B) 14.
(C) 30.
(D) 39.

10.3. Explique duas medidas socioeconómicas que contribuem para inverter a variação da densidade populacional, observada na Figura 5, na maioria dos municípios de Trás-os-Montes.

10.4. O valor da variação da densidade populacional do município do Porto, entre 2011 e 2016, explica-se, entre outras razões,
(A) pela aposta no desenvolvimento do transporte rodoviário particular.
(B) pelo aumento da renda locativa na área urbana.
(C) pela aposta da autarquia na organização de eventos com projeção local.
(D) pelo processo de turistificação nas áreas suburbanas.

Correcção: AQUI
Fonte: Iave, consultado a 10 de setembro de 2021.

Exame Nacional de Geografia 2020 – 2.ª Fase – União Europeia, Taxa de Crescimento Efetivo e Fecundidade

Exame Nacional de Geografia 2020 – 2.ª Fase – Versão 1
Questões 1-2

1. Na União Europeia (UE), o ritmo de crescimento da população, nos últimos anos, constitui uma ameaça à
coesão e à competitividade das diferentes regiões europeias.
A Figura 1 representa a taxa de crescimento efetivo (‰), por NUTS III, nos Estados-membros da UE, em
2017.

1.1. De acordo com a Figura 1, dois dos Estados-membros da UE em que a maioria das suas NUTS III apresentam uma taxa de crescimento efetivo superior à média da UE são
(A) a Polónia e o Reino Unido.
(B) a Finlândia e a República Checa.
(C) a Irlanda e a Suécia.
(D) a Dinamarca e Portugal.

1.2. O valor da taxa de crescimento efetivo registado nas NUTS III da Península Ibérica, em 2017, observável na Figura 1, permite-nos afirmar que,
(A) na maioria das unidades territoriais de Portugal continental, a taxa de mortalidade foi superior à taxa de natalidade.
(B) nas unidades territoriais do litoral do sudeste de Espanha, o somatório da taxa de crescimento natural e da taxa de crescimento migratório foi positivo.
(C) nas unidades territoriais do litoral de Portugal continental, a taxa de crescimento natural e a taxa de crescimento migratório foram ambas negativas.
(D) na maioria das unidades territoriais do sudeste de Espanha, a taxa de natalidade foi superior à taxa de mortalidade.

1.3. A taxa de crescimento efetivo superior a 6‰ nas NUTS III dos Estados-membros da UE, observada na Figura 1, tem impactes noutros indicadores demográficos, porque ocorre um
(A) decréscimo da esperança de vida aos 65 anos, se aumentar a população idosa.
(B) aumento do índice de dependência de jovens, se o efetivo de população adulta se mantiver.
(C) decréscimo do índice sintético de fecundidade, se a população for predominantemente feminina.
(D) aumento do rejuvenescimento, se a população jovem for predominantemente emigrante.

2. A redução da fecundidade em Portugal constitui um problema sociodemográfico, na medida em que compromete, a médio e a longo prazo, o desenvolvimento do país.
Duas estratégias que podem ser implementadas de modo a aumentar a fecundidade em Portugal são:
A – criar incentivos para a redução da idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho;
B – atribuir apoios às famílias com dois ou mais filhos.

Selecione uma das estratégias, A ou B. De acordo com a estratégia selecionada, apresente duas medidas, explicando de que modo contribuem para aumentar a fecundidade em Portugal.

Correcção: AQUI
Fonte: Iave, consultado a 10 de setembro de 2021.

Geografia: Observatório das Migrações

Indicadores de Integração de Imigrantes
RELATÓRIO ESTATÍSTICO ANUAL 2020
Exemplos de dados estátiscos que podem ser encontrados no relatório estatístico de 2020.

Mapa-1.1.-Populacao imigrante em percentagem da populacao total em 2019.
Quadro 1.1. Importância relativa da população estrangeira por total de residentes, a 1 de janeiro de 2019

Gráfico 1.7. Movimentos de entrada (imigração) e saída (emigração) permanente de Portugal,

Gráfico 1.8. Saldos migratórios nos países da União Europeia (UE28), em 2011, 2017, 2018 e 2019

Exemplos: Relatório
Fonte: Observatório das Migrações, consultado a 9 de setembro de 2021.

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Esperança Média de Vida, Cidades e Áreas Metropolitanas

Exame Nacional de Geografia 2020 – 1.ª Fase – Versão 1
Questões 1 – 2

1. O Instituto Nacional de Estatística (INE), nas estatísticas demográficas, considera dois indicadores para a esperança de vida (a esperança de vida à nascença e a esperança de vida aos 65 anos).
As Figuras 1A e 1B representam a variação espacial da esperança de vida à nascença e aos 65 anos, em Portugal continental, por NUTS III, no período 2014-2016.


A partir da análise da Figura 1A, associe cada letra do intervalo de idades, da coluna I, ao(s) número(s) da NUTS III, da coluna II, que lhe corresponde(m).

1.2. Da análise da Figura 1B, podemos inferir que, em Portugal continental, é expectável que um indivíduo com 65 anos consiga atingir, em média, uma idade
(A) superior a 84 anos.
(B) entre os 82 e os 84 anos.
(C) entre os 80 e os 82 anos.
(D) inferior a 80 anos.

1.3. De acordo com as Figuras 1A e 1B, é expectável que um indivíduo que nasça em 2016 viva, em média, até uma idade menos avançada do que um indivíduo que, no mesmo ano, tenha 65 anos.
Esta variação pode ser explicada, principalmente, pela
(A) adoção de hábitos alimentares mais saudáveis por parte dos jovens.
(B) inovação tecnológica na área da medicina pediátrica e geriátrica.
(C) maior exposição dos jovens e dos adultos a fatores de risco.
(D) falta de acompanhamento médico regular no período pré-natal.

1.4. Na atualidade, discute-se o prolongamento da idade da reforma associado ao aumento da esperança de vida, devido, principalmente, à necessidade de
(A) elevar o número de contribuintes ativos.
(B) assegurar a formação intergeracional de ativos.
(C) aumentar a percentagem de ativos qualificados.
(D) proporcionar o envelhecimento ativo.

2. Nas cidades das áreas metropolitanas, há um elevado número de idosos em situação de isolamento ou de abandono, para os quais há necessidade de intervenção social.
Refira duas medidas, justificando como podem dar resposta ao problema do isolamento dos idosos nas cidades das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Correcção: AQUI
Fonte: IAVE, consultado a 8 de setembro de 2021

Geografia 10.º Ano – Pandemia fez cair a natalidade em Portugal

Pandemia fez cair a natalidade em Portugal

É possível que 2021 e o início de 2022 sejam os anos deste século com menor indicador de fecundidade em Portugal, que pela primeira vez pode ficar abaixo dos 80 mil nascimentos.

Dados preliminares de um estudo indicam uma descida de 6,6% na taxa bruta do nosso país.

Um declínio visível noutros países do sul da Europa, sobretudo em Itália, onde os nascimentos caíram 9,1% e Espanha com menos 8,4%.

Notícia completa com vídeo: Notícia + Vídeo

Fonte: RTP, consultado a 31 de agosto de 2021.

Geografia – Exercício de preparação para o Exame Nacional (Aprendizagens Essenciais) – A população: evolução e diferenças regionais

Sugestão de preparação para o Exame Nacional de Geografia.

Ler e definir os seguintes conceitos do Tema 1. A população, utilizadora de recursos e organizadora de espaços
Subtema: A população: evolução e diferenças regionais:

Conceitos: crescimento natural, saldo migratório, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, taxa de mortalidade infantil, esperança de vida à nascença, crescimento efetivo, estrutura etária, taxa de fecundidade, índice de renovação de gerações, índice sintético de fecundidade,
envelhecimento demográfico, índice de dependência de idosos, índice de dependência de jovens, nível de qualificação profissional, estrutura
ativa, desemprego, emprego temporário, taxa de alfabetização, taxa de desemprego, tipos de emprego, desenvolvimento sustentável, qualidade
de vida.

Exemplo de Exercício:

1. Lê e comenta a seguinte afirmação.

“Devem considerar-se três causas fundamentais para o envelhecimento demográfico verificado em Portugal. Por um lado a retração do número de filho. Por outro lado, a diminuição da mortalidade ou o controlo da mortalidade precoce tem induzido ao aumento da esperança média de vida, conduzindo a um maior número de indivíduos com idades mais avançadas. Finalmente, uma terceira causa (mais indireta) que diz respeito aos fluxos migratórios – a saída de população, especialmente de determinados grupos etários (e.g. em idade ativa e em idade fértil), não compensada pela entrada de imigrantes. Adaptado de Oliveira e Gomes.

Fonte: Obervatório das Migrações, consultado a 11 de abril de 2021.

Geografia 8.º Ano – Evolução da População Mundial

1. Observa atentamente o gráfico da Evolução da população mundial.

evolução população mundial

Ficha completa no Scribd: Ficha Completa

Notícias – Geografia: Nascem menos crianças e 2020 poderá ser o pior dos últimos cinco anos.

Realizaram-se 78.374 testes do pezinho até dezembro deste ano, menos 2340 do que em 2019. Significa que a natalidade em Portugal poderá recuar a 2015, quando nasceram 85 mil crianças.

Em novembro, 6665 recém-nascidos fizeram o teste do pezinho, menos 378 do que no mesmo mês de 2019. A diferença negativa tem sido uma constante em grande parte dos meses de 2020, especialmente em outubro, quando se fizeram 7329 testes, menos 1247 do que no mesmo mês do 2019.
Outubro é habitualmente um mês com muitos nascimentos, ultrapassando os oito mil testes do pezinho nos últimos dois anos.
Nos primeiros 11 meses do ano, realizaram-se 76.474 testes, menos 2340 do que em igual período de 2019. Este é um rastreio que é feito a todos os recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional do Diagnóstico Precoce, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

E, neste ano, os dados obtidos até agora apontam para uma quebra significativa na taxa de natalidade de Portugal comparativamente com 2019, recuando mesmo até 2015. Nesse ano, nasceram 85.056 crianças, subiu para 87.577 em 2016, voltou a descer no ano seguinte, para registar 87.364 no ano passado.

Uma oscilação por centenas de testes nos últimos cinco anos, o que não se verifica em 2020. E, segundo o demógrafo Jorge Malheiros, não há esperanças de que dezembro traga uma grande recuperação a nível da taxa de natalidade por serem já os “bebés da pandemia”.
“Num contexto de contração económica muito forte, cheio de riscos e de incertezas, as pessoas retraem-se, vemos como a natalidade desceu na última crise financeira. Podendo hoje regular a fecundidade, decidir ter ou não filhos, decidem não ter filhos em situações de incerteza. Será difícil recuperar nos próximos meses dado o contexto de tensão social, a incerteza sanitária e o decréscimo económico. O discurso é sempre ‘o pior ainda não chegou’.”

Crises incompatíveis com filhos
O número de nascimentos em Portugal baixou significativamente a partir de 2008, ficando-se pelos 82.367 em 2014, o valor mais baixo de sempre. A partir dai, tem vindo sempre a subir, com pequenas oscilações.

Os testes realizados em janeiro de 2020 (80.432) indicavam que este poderia ser um bom ano para a recuperação demográfica do país, mas desceu bastante em fevereiro, o mês tem menos dias. Em março e abril fizeram-se mais análises do que nos mesmos meses de 2019, a partir daqui foi sempre a descer.

Em termos geográficos, são os grandes centros urbanos a registar mais nascimentos: o distrito de Lisboa (22.925) tem 37% mais testes do que o do Porto (14.396). Seguem-se Braga (6058), Setúbal (5962) e Faro (3983) com mais crianças., o que é uma constante nos cinco distritos com mais crianças.
Em sentido oposto, encontram-se as regiões do interior, com Bragança e Portalegre a registar taxas de natalidade muito baixas, ficando-se pelos 529 e 575 testes respetivamente. Ou seja, em todos os 12 concelhos de Bragança, a média de nascimentos é de 1,44 nados-vivos por dia.

Com o número de óbitos a aumentar, muitos devido à pandemia, o saldo natural da população portuguesa será ainda mais negativo do que em anos anteriores. Outra certeza é, também, o envelhecimento da população. Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que em 2019 havia 161,1 idosos (65 ou mais anos) para cem jovens (entre os 0 e 14 anos).

O índice sintético de fecundidade em 2019 foi de 1,42 crianças por mulher em idade fértil.

Fonte: Diário de Notícias, consultado a 18 de dezembro de 2020.