Exame Nacional Geografia 2018 – 1.ª Fase: Os recursos hídricos.

4. Na Figura 3, está representada a rede hidrográfica de Portugal continental, cujas características estão
relacionadas, entre outros fatores, com a natureza das rochas, com os acidentes tectónicos, com as
condições atmosféricas e com a intervenção humana. Também estão representadas as albufeiras do
Sabugal e de Meimoa, cujas cotas do nível base se encontram, respetivamente, a cerca de 760 metros e
a cerca de 560 metros.

4.1. De acordo com a Figura 3, os dois rios que apresentam os troços mais extensos com suscetibilidade
elevada a cheias e a inundações são
(A) o Tejo e o Mondego.
(B) o Tejo e o Sado.
(C) o Mondego e o Vouga.
(D) o Sado e o Vouga.

4.2. A suscetibilidade elevada a cheias e a inundações, representada na Figura 3, deve-se, principalmente,
(A) ao predomínio de relevo de vales largos e pouco encaixados.
(B) à ação da vegetação na retenção do escoamento superficial.
(C) ao perfil transversal do rio em forma de «V» fechado.
(D) à existência de rochas e solos permeáveis no leito do rio.

4.3. Considere as afirmações I, II e III, que se referem aos objetivos da construção de um transvase, como
o identificado na Figura 3, entre o rio Coa e a ribeira de Meimoa.
Selecione a opção que identifica corretamente as afirmações verdadeiras e as falsas.
I. O transvase contribui para atenuar o défice hídrico na albufeira de Meimoa, que abastece o
projeto agrícola da Cova da Beira.
II. O transvase contribui para aumentar a disponibilidade hídrica na bacia do rio Tejo.
III. O transvase contribui para aumentar o caudal do rio Coa.
(A) II é verdadeira; I e III são falsas.
(B) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(C) I e III são verdadeiras; II é falsa.
(D) III é verdadeira; I e II são falsas.

5. Um dos objetivos da construção de barragens com albufeira de retenção é minimizar os efeitos da
irregularidade da precipitação.
Refira duas funções das barragens que permitem concretizar esse objetivo.

No Scribd podem consultar e guardar a ficha e as respectivas soluções.

Geografia – Exercícios de Preparação para o Exame Nacional: Precipitação

Grupo I
Os mapas representam a altitude e a distribuição da precipitação em Portugal continental.

1. O fator climático mais influente na distribuição da precipitação, subjacente na imagem anterior, é a
(A) latitude.
(B) altitude.
(C) disposição do relevo.
(D) proximidade/afastamento do oceano.

2. A natureza do relevo observado é
(A) convectivo.
(B) discordante.
(C) orográfico.
(D) concordante.

3. Uma das serras que atravessa o território continental, segundo o corte AB é a
(A) Serra da Estrela.
(B) Serra do Gerês.
(C) Serra do Marão.
(D) Serra do Montesinho.

4. Os baixos valores de precipitação verificados em Trás-os-Montes são condicionados
(A) apenas pela barreira de condensação.
(B) pela influência da latitude, devido à perturbação da frente polar que afeta o interior.
(C) pela barreira de condensação e pela influência dos ventos secos de leste.
(D) pela influência da altitude e devido à influência das altas pressões subtropicais.

[…]

Aqui estão quatro questões de preparação para o exame, no Scribd podem consultar e guardar a ficha completa com todas as questões (catorze no total) e as respectivas soluções.

Preparação para o Exame Nacional de Geografia: Recursos Hídricos

1. Classifique, como verdadeira ou falsa conda uma das seguintes afirmações. Corrija as afirmações
consideradas falsas mantendo-as na afirmativa.
a) A ascensão do ar quente numa superfície frontal origina precipitações convectivas.
b) As precipitações convectivas ocorrem, no interior de Portugal continental, durante o verão.
c) Existem três regiões hidrogeológicas, em Portugal, mas todas têm características muito semelhantes.
d) As características do clima mediterrâneo dominam em todo o território português exceto nos Açores.
e) Atualmente, mais de metade da água de abastecimento público provém de reservas superficiais.
f) Mais de 90% da população residente em Portugal é servida pela rede pública de abastecimento de
água.

Soluções: Continuar a ler Preparação para o Exame Nacional de Geografia: Recursos Hídricos

Geografia 10.º Ano – Evolução da Frente Polar

Evolução da Frente Polar

1 – Ondulação pouco nítida –Frente Estacionária.
2 – Interpenetração das massas de ar – Superfície Frontal.
3 – Ondulação muito pronunciada – Sistema Frontal.

Frente Quente – quando o ar quente substitui o ar frio:
– a inclinação da superfície frontal é pouco acentuada;
– o ar quente desloca-se lentamente sobre o ar frio;
– formam-se nuvens de fraco desenvolvimento vertical;
– precipitação sob a forma de chuva fraca ou chuvisco.

Frente Fria – quando o ar frio substitui o ar quente:
– a inclinação da superfície frontal é muito acentuada;
– o ar quente ascende rapidamente e violentamente;
– formam-se nuvens de grande desenvolvimento vertical;
– precipitação sob a forma de aguaceiros fortes, acompanhada de trovoadas.

Sistema Frontal – conjunto de uma frente quente e uma frente fria.

Perturbação Frontal – sistema frontal associado a um centro de baixas pressões.

Geografia 7.º Ano – Sistema Frontal: Superfície Frontal, Frente Fria e Frente Quente

Sistema frontal
Superfície frontal – é uma superfície que separa duas massa de ar diferentes.
Frente – linha de interseção entre a superfície frontal e a superfície terrestre.

Frente Quente:
– Na frente quente, o ar quente empurra o ar frio.

Legenda: Frente Quente

Frente Fria:
– Na frente fria, o ar frio empurra o ar quente.

Legenda: Frente Fria

Geografia 7.º Ano – Massa de ar e Tipos de Massa de ar

O que é uma massa de ar?
– É uma extensa porção de atmosfera, com as mesmas características de temperatura e de humidade.

As massas de ar classificam-se tendo em conta:
– A latitude da região de origem;
– As características da superfície terrestre sobre a qual se formou.

Tipos de massas de ar:

– Latitude da região de origem:
Polar -> Temperatura baixa.
Tropical -> Temperatura elevada.

– Características da superfície terrestre:
Marítima -> Elevada humidade sobre a qual se formou.
Continental -> Baixo teor de humidade.

Geografia 7.º Ano – Centro de Baixas Pressões

Centros de baixas pressões ou ciclone oudepressão-barométrica
• Se o valor da isóbara for menor no centro do que na periferia, designa-se centro de baixas pressões, depressão barométrica ou ciclone.
• Céu nublado.
• Possibilidade de ocorrência de precipitação.
• Instabilidade atmosférica.

Movimento do ar:
1. O ar, à superfície, converge e ascende.
2. Ao ascender arrefece.
3. Arrefecendo, o ar contrai-se.
4. Diminui a capacidade do ar conter vapor de água.
5. Aumento da nebulosidade – condensação do vapor de água.
6. Possibilidade de ocorrer precipitação.


Legenda: Centros de Baixas Pressões

Geografia 7.º Ano – Centro de Altas Pressões

Centro de altas pressões, Anticiclone.

• Se o valor das isóbaras for maior no centro do que na periferia designa-se por centro de altas pressões ou anticiclone.
• céu limpo.
• ausência de precipitação.
• estabilidade atmosférica.

Movimento do ar:
1. O ar tem um movimento descendente.
2. Ao descer a temperatura aumenta.
3. O ar expande-se.
4. Aumenta a capacidade de conter vapor de água.
5. Não ocorre precipitação.


Legenda: Centro de altas pressões

Geografia 7.º Ano – Isóbaras

Isóbaras
• Linhas que unem pontos de igual pressão atmosférica
•As isóbaras apresentam-se como curvas fechadas de forma mais ou menos concêntrica, formando centros de pressão.


Legenda: Pressão média ao nível do mar
Fonte: ECMWF, consultado a 31 de janeiro de 2019

Geografia 7.º ano – Pressão atmosférica

O que é a pressão atmosférica?
• Força que o ar exerce sobre a superfície terrestre.
• É medida por um instrumento denominado barómetro em hectopascais (hPa) ou milibares (mb).
A pressão normal, à superfície, é de 1013 hPa.
• Os diversos valores da pressão atmosférica registada ao longo da superfície terrestre são representados por isóbaras.
• À medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica diminui.

Fatores que influenciam a pressão atmosférica
• A pressão atmosférica varia com:
• a temperatura.
• a altitude.
• a latitude.


Figura 1 – Pressão atmosférica em Portugal Continental, consultado em 31 de janeiro de 2019
Fonte: IPMA